SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli Sakumoto

NÃO SEI DE ONDE VEM A FORÇA QUE ME MOVE.AS VEZES ACHO QUE VEM DA NATUREZA.
DA CHUVA
DO SOL.
DA ÁGUA DO MAR.OUTRAS VEZES , PENSO QUE VEM DA FAMÍLIA.
DOS PRESENTES.
DOS AUSENTES EM CORPO.
MAS PRESENTES EM ALMA.VENHA DE ONDE VIER.
COM A INTENSIDADE QUE
TIVER.
EU SEI QUE É DIVINA.APARECE NA HORA CERTA.
ACALMANDO MEU CORAÇÃO.
ALIVIANDO AS INCERTEZAS DA MINHA VIDA.TRAZIDA POR DEUS.
TODO PODEROSO.
MEU DEUS!
NOSSO DEUS!
PAI DE TODOS!QUE ELE ALIVIE AS HORAS INCERTAS DE NOSSAS VIDAS !
SEMPRE!AMÉM !

SURPRESA !!!

O Mundo é pequeno !

Dois amigos do bairro, que frequentaram os mesmo lugares desde criança. Não eram amigos do peito como se dizia, mas se encontravam no curso primário, nos jogos de futebol de rua, nos bailinhos da vida, nos bailes de formatura, nos carnavais e festas juninas da Portuguesa, enfim dois parienses nascidos no início dos anos 60 , como tantos outros. Um era o Aurélio o outro Laurindo. Os anos se passaram rapidamente, o contato diminuiu quando ambos quando se casaram e mudaram para outros bairros, como acontece
com os jovens do Pari, desde o início dos anos 70, devido a Lei do Zoneamento que engessa o progresso do bairro e não permite a construção de prédios mais modernos, só permite prédios para fins comerciais.
Claro que sob qualquer pretexto eles visitavam o bairro , Aurélio engenheiro de uma grande construtora e elemento de confiança e Laurindo com a sua empáfia e fama de valentão, com seus carrões zero, roupas de grife, etc, dizia que possuía uma empresa de segurança para pessoas aquinhoadas pela grana alta.
As pagelas da folhinha iam caindo, os anos voando e um dia, lá estava Aurélio fazendo o pagamento ao pessoal de uma obra na zona Sul, elemento de confiança da construtora que era, quando irrompem três elementos fortemente armados gritando ferozmente que era um assalto, mãos prá cabeça, etc. quando de repente um fica pasmo olhando para o outro,sim isso mesmo, Laurindo era o chefe dos bandidos e agora? Laurindo baixou a arma , assim como os seus dois comparsas e saindo de fininho , dizia vocês não estão sendo assaltados? então foi um alarme falso que recebi ? puxa, falô , tchau , onde será que foi a comunicação de assalto que a empresa recebeu?
Ninguém entendeu nada, os funcionários, Aurélio ficou pasmo , só recobrando os sentidos plenos quando um dos funcionários da obra com a mão estendida para pegar o pagamento , falava” seu Aurélio, agora é a minha vez,né?” sim, sim,sim é a sua vez,confere e assina.
Este fato aconteceu há mais de trinta anos e algumas pessoas ficaram sabendo só agora, Aurélio guardou para si, pois nem ele achava que era verdade,achava que havia sido um pesadelo.
É como dizia o velho “seu” André, pai dos irmãos Duca, Carlito e Ovídio , entre uma pitada no cachimbo de barro e outra, sentado num caixote na venda do meu pai, onde estimado por todos batia um papo alegre e gostoso dando verdadeiras lições de vida: ” quem vê cara, num vê coração,he,he,he…” e soltava uma gostosa gargalhada.

Jayme Antonio Ramos

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli Sakumoto

EXISTE PESSOA ESTRANHA…
RECLAMA DE TUDO.
NADA ESTÁ BOM.
BRAVEJA .
TEM MANIA DE PERSEGUIÇÃO.
NÃO APRENDE COM OS PRÓPRIOS ERROS.
INSISTE E OS REPETE.
ORGULHOSAMENTE!
APRESENTA ARGUMENTOS POLÍTICOS INSUSTENTAVEIS .
PRAGUEJA !
DESEJA O MAL AO PRÓXIMO.EU OLHO PARA A PESSOA .
VEJO RUGAS PRECOCES.
ANDAR INSEGURO.
GESTOS IMPRECISOS .
APARÊNCIA CONTRASTANDO COM A IDADE.
FICO TRISTE…
SE DIZ ATEU…REZO POR ESSA PESSOA DE POUCA FÉ .DEUS, ILUMINA SUA MENTE!
CLAREIA SUA ALMA!
ALIVIA SUA DOR!
FAÇA – A AMAR O PRÓXIMO!
DÁ – LHE VIDA!
AMEM !BOA NOITE, PESSOAS DO BEM!

L’AMOUR , TOUJOUR L’AMOUR !

L´amour, toujor l´amour !
Há muitos anos , quando a violência não era como hoje, alguns lugares ermos do bairro,
eram verdadeiros drive-ins a céu aberto. Atrás da fábrica Bela Vista, a av. Bom Jardim
quando não havia ligação com a rua Araguaia, a Alexandrino Pedroso, a curva do s atrás do
parquinho Cásper Líbero, enfim ,serviam aos casais mais afobadinhos, que não queriam usufruir
das dependências dos vários HOs da João Teodoro ou dos vários drive-ins da Marginal, com
a tranquilidade das ruas sem movimento nenhum, e aí víamos os carros com bancos reclináveis
e vidros embaçados pelo excessivo “calor humano”.
Vez ou outra, quando o exagero e/ou ousadia dos pombinhos imperava, as rádios-patrulhas por lá baixavam, provocando um verdadeiro corre-corre, carros arrancando cantando pneus, gritos, buzinadas, enfim um pega na geral .
Numa dessas incursões, os frequentadores de um carro nada perceberam e continuaram
no idílio, eram dois descendentes de Adão, o Ludegero e o Sófocles, este muito conhecido no bairro. Foram levados à delegacia, para serem enquadrados na forma da Lei. Vitorio Emanuelle que havia ido à delegacia , prestar queixa acerca do roubo do seu veículo, reconheceu o Sófocles e correu à casa dele avisar o seu pai o sr. Nicola Bonilha, conhecido por suas bravatas e atos de loucura.
Sr. Bonilha quando chegou às dependências policiais se deparou com uma ocorrência gigante, roubo a um carro-forte, com os ladrões sendo presos, gente ferida, um verdadeiro auê. Sr. Bonilha falava alto, vociferava , reclamava da demora, que ele queria libertar o filho logo e o delegado dando atenção à ocorrência mais importante.
O pai do Sófocles foi ficando nervoso ,começou a sentir o seu coração palpitar cada vez mais forte, quando numa de suas famosas tiradas, pois não citei , suas tiradas e sua presença de espírito eram uma marca registrada sua, irrompe na sala do delegado gritando:” Doutor, dar é crime? não? então , desculpe , solta logo o meu filho e depois o sr. faz a ocorrência desses assaltantes fracassados, poxa!”
Todo mundo gargalhou desde o delegado até os assaltantes do carro-forte, a delegacia virou uma bagunça geral , ao que a autoridade policial imediatamente exclamou , morrendo de rir: ” solta logo, solta logo , eu não aguento mais isso daqui”
Bonilha levou o filho embora, ralhando com ele e falando que perdeu o capítulo da novela
na melhor parte , por causa dele.

Jayme Antonio Ramos

FOTOS DO BIGO

grafites da cruz do sul

 
Uma chuvinha , do pára-brisa do carro abre universo de cores,vc vive como deseja,eu vejo o mundo assim 🙏🏻Paz e amor na terra prometida 🤙🏻🎞📸 Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo Av Cruzeiro do Sul – SP #iphone8plus #fotografos_brasileiros #mobile_click #urban #streetphotography #fotografia #mobile_click #mobilephotography #mobilephoto #foto #streetphotography #shotoniphone #apple

Foto do Waldir Ferreira Bigo.

“SEU” ANDRÉ

” SEU ANDRÉ ”

“Seu” André é um outro capítulo à parte nas histórias do Pari. Bem idoso, talvez até filho de escravos, morava no Alto do Pari, pertinho do colégio Santa Teresinha.
Era pai da dona Margarida e de três filhos , que foram craques no Dragão Paulista, Armando, cujo apelido era Duca, Carlos, o Carlito e Ovídio.
O Dragão Paulista era o time do seu coração, todos os domingos lá estava o velho André, com seu cachimbo, ao lado do sr. Vicente Temponi, do Juca e do sr. Roque, pai do Dóia e do Heitor, no campo da Rio Bonito, onde hoje é um estacionamento , na esquina com a rua Capitão-Mór Passos. Esse quarteto formava um verdadeiro conselho de anciães, se um jogador chutava mal, um goleiro falhasse, olhava logo para os cardeais , que nada falavam, porém meneavam a cabeça o que valia por mil sermões.
Sr. André, gostava muito de ditos populares para reforçar as suas afirmativas e ele possuía milhares, adquiridos por sua vivência de décadas. Já bem idoso ele possuía um cachorro da raça paulistinha e que era seu companheiro inseparável, o Jipe. Diariamente ” seu” André ia à venda do meu pai com seu inseparável Jipe, que por sua vez era tratado como um rei pelos meus irmãos Josir e Jelson.
Já bem adoentado , acamado, sr. André deixou um dos seus bens mais caros, Jipe, para nós , vindo a falecer poucas semanas após.
O Jipe morreu muitos anos depois e nós já adolescentes fizemos um enterro com toda a pompa, num caixote de maçãs, com várias plantas do jardim que minha mãe cuidava na nossa casa. Ele foi enterrado num arvoredo no fim da rua das Olarias, no fundo da futura Escola Técnica Federal.
“Seu” André contava para nós , incríveis histórias, quase sempre sobrenaturais, algumas tantas bem reais,às quais prestávamos toda a atenção. Morador muito antigo do Alto do Pari, sabia de muita coisa , porém discretissimo, quando indagado sobre alguns temas mais polêmicos, ele dava uma longa pitada , uma longa baforada no seu cachimbo e dava sua gostosa gargalhada, deixando a dúvida no ar e falava ou que já não lembrava, faz tantos anos ou então para respeitar os mortos, já não estão aqui para se defender.
Foi na minha vida , um dos muitos ícones, verdadeiros baluartes na construção da alma do nosso querido bairro doce de São Paulo, o Pari.

Jayme Antonio Ramos

REFLEXÕES DO CURSINI

Mudar não é fácil…

Mudar não é fácil, mas também não é tão difícil. Tudo vai da necessidade de sanar problemas e da vontade de se dar bem na vida.A necessidade está sempre por ai – faça com que a vontade física o acompanhe juntamente com o empenho profissional.A vida tem mais dificuldades do que facilidades – tente transformar esse quadro para você, só para você, consegue?

ADAMASTOR , O FALSO MORALISTA

E as histórias do Pari vão fluindo, vão aparecendo e eu ouvinte e observador atento , vou arquivando tudo para contar aqui no nosso blog.
Esta do Adamastor é bem recente e porque não dizer , atual. Adamastor era um ” exemplo” de retidão moral, de caráter tido por muitos como acima de qualquer suspeita a muitos enganava com sua lábia , digamos ou como dizia Chico Anísio, de” sambarilóvi”.
Os mais antigos parienses davam um sorrisinho maroto , como quem diz esta conversa é antiga. Uma educação exemplar, a todos interlocutores ele dava razão, principalmente às do sexo feminino.Falava aquilo que o seu interlocutor gostava de ouvir, meu irmãozinho daqui, minha irmãzinha dali, graças ao Nosso Divino Arquiteto Irmão Maior, minha querida , meu amor, minha Mariazinha daqui, minha Isabelzinha dali. Aquela conversa pastosa que aos que o conheciam há pouco tempo enganava. Enfim era um sexagenário de respeito.
Pai de nove filhos, frutos de cinco casamentos, morava num quitinete perto do Mercado Municipal, com uma velhinha que apesar dos seus oitenta e cinco anos, fazia todo o serviço da casa com todo capricho,chamada Da. Epitáfia.
Adamastor, agora já idoso e fraco, despertava a simpatia de muitos, que às vezes iam visita-lo, mas as mulheres que iam visita-lo ou que falavam com ele pelo telefone, recebiam uma cantada com todas as letras de uma tal maneira que elas envergonhadas procuravam evitar comentar, tal a “sutileza” das cantadas ou aceitavam por uma prenda ou qualquer coisa assim.
Aos poucos foi se caindo o véu da dupla personalidade. Uma tarde, daquelas de tórrido verão como se diz popularmente “a casa caiu”. Numa de suas investidas costumeiras num dos lupanares perto de sua casa , Adamastor sofreu um enfarte e só não morreu, porque uma das “meninas” da qual ele era cliente, Beth “navalhada”, filha da da. Epitáfia o socorreu a tempo e o salvou , levando -o a um pronto socorro mais próximo.
Todo mundo soube, quem diria, o puro, o quase santo ,Adamastor frequentando aqueles pardieiros que tanto criticava nos seus diálogos cheios de moral e bons costumes.
Hoje Adamastor anda triste , lembrando os seus dias de glória e o consolo é que Beth, conseguiu de um chinês seu cliente o Chi, contrabandista da região, um computador e Adamastor passa os dias e noites inteiros vendo e frequentando salas de bate-papo pornô, o que causa espanto à sua fiel escudeira Da. Epitáfia, que quando vê as cenas no monitor exclama:” Esconjuro !”, e aí o nosso falso moralista solta sonoras gargalhadas.

Jayme Antonio Ramos

MAIS FORAS , MAIS HISTÓRIAS

Memoráveis bolas fora de parienses !

Muitas bolas fora vimos e ouvimos nestes meus 72 anos de Pari . Afinal quem não as deu?
Estavam numa rodinha, Carioca, meu pai e Wlademir. A uns 30 metros vem andando uma bela senhora, desfilando todo o seu charme, com belos traços árabes. Carioca, sempre atento às beldades que desfilam pelas ruas parienses, falou a boca pequena:” olha lá que turcona !!”, meu pai e Wlademir olharam e este último falou ao Carioca que era mulher dele e deu um sorriso amarelo. Imediatamente Carioca falou” opa, até loguinho…”e foi saindo de fininho.
No Alto do Pari, havia um tradicional colégio o Santa Terezinha, que ficava na rua Estiva.
Como ninguém sabia o porque desse nome , o nome foi mudado para Tereza Francisca Martin, que era o nome secular da santa. Pois bem, Clóvis Virgílio, ou melhor Cróvis , como era chamado graças a sua falta de informação e automática coleção de gafes, quando soube da mudança de nome, perguntou o por que da mudança e completou do alto da sua sabedoria” Quem é essa fulaninha,essa tal de Tereza de tal?”
Quando lhe responderam que era o nome de Santa Terezinha, deu o sorriso amarelo que lhe era típico, após suas memoráveis ratas e saiu de banda , como dizia ele próprio.
Gafe memorável foi a do Augusto Manoel, que estava numa rodinha com o Pereirinha, o Vitor Manoel e o Tonico Lourenço, como sempre a falar mal de tudo e de todos, tanto que eles combinaram de nunca a rodinha ser desmanchada aos poucos, quando desmanchasse seria de uma vez, cada um para o seu lado, todos se retirariam de uma só vez. Claro se da rodinha ficassem ao menos dois, os demais seriam trucidados verbalmente.
Pois bem lá estavam eles, quando entra num bazar que havia em frente ao bar Pif-Paf, Vilma Tereza, uma senhorita que não se importava com os comentários alheios, pois bonita como era, gostava de mostrar a todos que tivessem olhos para ver, os seus belos atributos físicos que a natureza lhes deu. Acontece, que agora Vivitete, o seu apelido carinhoso desde os tempos de colégio, namorava o Pereirinha e poucos sabiam, o namoro estava apenas no início que mais tarde prosseguiu num feliz matrimonio, que dura até hoje.
Como dizia, quando ela entrou no bazar , todos olharam e aí, eis que, senão quando, Augusto Manoel dispara fulminante que essa tal é isso, é aquilo, que ouviu falar isso a respeito da mocinha. Pronto, a confusão estava arrumada , Pereirinha se ofendeu, tirou satisfações, a turma do deixa disso entrou em ação, empurra daqui, seu isso dali e Augusto Manoel a dizer que não foi isso que eu quis dizer e tal. Cada besteira que ele falava, mais complicava a situação.
No fim terminou em pedidos de desculpas e Vivitete passou a ser assunto proibido nas rodinhas, quer dizer, pelo menos quando o Pereirinha estivesse presente…
São tantas as emoções, quer dizer, são tantas as histórias, prometemos que viremos com mais histórias e é claro com mais bolas foooooooraaaaaaaaaaaa!!!!

Jayme Antonio Ramos

MAIS UM AMIGO SE FOI

Sim , mais um amigo se foi e mais um amigo que a covid leva.  

Carlos Alberto Simões Parente , Carlito, era amigo desde os tempos de infância, jogando bola juntos , altos papos, piadas aos borbotões, sempre alegre. Quinta-feira me ligou que estava internado com covid. Segundo ele me  disse que dias antes havia entrado no hospital com dengue, lá no ambiente hospitalar contraiu infecção urinária e covid.   Nos outros dias tentei falar -lhe mas o telefone estava desligado e hoje pela manhã sua filha mandou-me uma mensagem que ele havia sido entubado na sexta-feira e ontem à tarde faleceu .  Mais um parceiro das minhas memórias , mais um colaborador do nosso blog, mais uma testemunha de um tempo que não volta mais. 

Enfim, mais uma batalha perdida nessa guerra insana e cruel contra uma doença terrível.

Que Deus o tenha a seu lado , que Deus console seus outros amigos e familiares e que proteja a humanidade, Amem !

ROSA HELENA , SEMPRE APOIANDO !

Rosa Helena PellegrinoTodos passam por momentos ruins em algum momento. A vida não é fácil. Algo pra se pensar… Sabia que as pessoas mais fortes normalmente são as mais sensíveis? Sabia que aqueles que se mostram mais prestativos são geralmente os primeiros a serem maltratados? Sabia que aqueles que cuidam dos outros são geralmente os que mais precisam de quem os cuide? Sabia que as 3 coisas mais difíceis de se dizer são ‘eu te amo’, ‘desculpe’ e ‘me ajude’? Às vezes alguém parece feliz, mas se você olhar além do sorriso vai ver a dor que está sentindo. Por todos os meus amigos que estão passando por problemas nesse momento – vamos começar uma avalanche de intenções. Todos precisamos de intenções positivas. Se eu não vir seu nome, vou entender. Peço a meus amigos, onde quer que estejam, para copiarem e colarem esse post e deixar ele no topo de sua linha do tempo por uma hora, que seja – para dar um apoio para aqueles com problemas , de família, de saúde, de perdas que calam no fundo do coração, de trabalho, preocupações de qualquer natureza e que precisam saber que alguém se importa. Faça por todos nós, porque ninguém está livre. Espero ver isso nos murais dos meus amigos simplesmente pelo apoio moral. Sei que alguns o farão! Você também pode fazê-lo. Copie e cole!!

REFLEXÕES DO CURSINI

Educação… Será?

Quando dizemos que educação vem de berço, acertamos, pois queremos dizer que você saiu do conforto que era dentro da barriga de sua mãe e veio para a vida, para o mundo. A obrigação dos pais é dar-lhe, praticamente, todo o conforto que você tinha anteriormente. Você vai crescendo com o amor infinito de seus pais que, com o sacrifício que é peculiar, procurarão fazer com que nada lhe falte. Parece que o tempo voa e você logo estará na escola, onde, novamente, seus pais procurarão a melhor para você. Claro que se sente um reizinho, mas a vida vai fazendo uma mudança enorme. 

A melhor escola que seus pais o colocaram, não vai resolver sozinha, o problema de você aprender. Eles ensinarão e você terá que fazer o possível (e talvez o impossível) para aprender. Você já faz parte do mundo e logo não terá mais seus pais e terá que encarar a vida sozinho. Por isso aproveite bem a escola que seus pais ofereceram. Sabe o que vai depender de você, apenas? Estudar, procurar sempre saber mais, ler muito, entender e compreender com carinho e com sensibilidade tudo o que pensar e ler, ver, ouvir e falar. 

Saiba que o resto de sua vida dependerá de sua capacidade de organizar os estímulos que receber – suscetibilidade física e moral. É difícil? Sim, é difícil, mas tendo a cabeça, o cérebro, a mente, desde cedo abastecida com os conhecimentos e ensinamentos que vem normalmente e mais aquilo que você procurará saber, não direi que estará pronto para a vida, pois em tudo existem imprevistos, mas certamente, saberá conduzi-la de acordo com o que sua mente e cérebro opinarem. 

Apenas que para tudo isso, a EDUCAÇÃO (com letras maiúsculas) terá que vir desde cedo. Ela vai ajudá-lo, mas procure ajudá-la também, podendo, estar sempre à sua frente, quase como se fosse: “Ah” isso eu já sabia!” A vida é boa, mas não é fácil. Ela não é uma sequencia, tem muitos imprevistos, muitas surpresas, boas e más. Ao mesmo tempo, dependendo de cada caso, temos que ser rápidos em responder, resolver, ou então, temos que pensar muito antes de dar uma resposta. A vida é assim… assim é a vida…

Com a necessária Educação tudo poderá tornar-se mais ameno, não mais fácil, mais calmo, não menos estrepitoso. Estude, leia, aprenda, compreenda, ensine, eduque, crie e ame… 

PROJETOS MEGALOMANÍACOS , NUNCA MAIS !!

Os parienses ainda tem bem claro nas suas memórias a luta contra o famigerado Projeto Tietê. Como vemos abaixo num comentário de arquitetos e urbanistas na época , eram 18 milhões de metros quadrados a serem desapropriados na margem que vai da Lapa ao Tatuapé, ou seja por exemplo exterminando quase todo o Pari e o Canindé.
Para terem uma idéia a rua mais próxima do rio seria a Rio Bonito, mesmo assim o lado ímpar da citada via, do rio até esta rua seria um imenso gramado e todos sabemos como são tratadas esses descampados.
A mobilização foi enorme nos bairros afetados, pedindo desculpas se esquecermos de algum nome, no Pari tivemos a participação efetiva do Antonio Francolino, um jornaleiro que se tornou um pesquisador da História do bairro , um festeiro das tradições do bairro e que prematuramente faleceu. A Igreja Santo Antonio do Pari cedeu seus salões para a mobilização, que trazia delegações da Lapa, Barra Funda, Belenzinho, Bom Retiro.
Como num projeto anterior de ligar a rua Bresser à av. Cruzeiro do Sul de 1972 de um vereador e radialista chamado Neylor de Oliveira, de triste memória e que também não passou, graças ao seu apoio dr. Sampaio Dória deu o contra ao megalômano projeto. O Walter Ferro político do bairro, ligado ao dr. Dória na época, teve participação ativa ao lado do saudoso jornalista e escritor Laudo Paroni. Enfim, as forças parienses se uniram , deixando possíveis divergências de lado. Nessa oportunidade, surgiram verdadeiros baluartes no combate a esse projeto, que só a maquete custou aos cofres públicos, uma verdadeira fortuna. O então prefeito e idealizador do projeto, Jânio Quadros, contava com o apoio de seu genro, se não me engano sr. Mastrobuonno, uma eminência parda do então frágil e alquebrado prefeito.
Como dizia , entre outros pontificaram os baluartes contra o projeto janista, como o vereador sr. Getulio Hanashiro, o então deputado sr. Eduardo Matarazzo Suplicy e o então ex-prefeito engo. sr. Mário Covas.
Num comício realizado na Praça Padre Bento, dez mil pessoas se reuniram para protestar . Em seguida houve uma passeata até à várzea do Tietê, com os manifestantes sendo saudados pelos moradores. Pois bem lá estavam na passeata o sr. Mário Covas e o sr. Suplicy.
Então, hoje em que se vivo fosse ,o engo. Mário Covas , que mais tarde foi um grande Governador do Estado de São Paulo, completaria 92 anos ( 21/4/1930) oramos para que esteja ao lado do Pai, com muita luz e muita Paz.
Vejam , sem nenhum partidarismo, nosso blog aceita toda e qualquer manifestação política, mas num espírito de gratidão aqueles que batalharam para a valorização do nosso querido Pari/Canindé.
Pessoas que deram a sua face para bater, indo às ruas , inclusive, para com seu espírito inaudito de luta e garra, defender um bairro que é um dos ícones do Cinturão Histórico de nossa querida São Paulo de Piratininga.
Vejam abaixo uma resumida análise sobre o citado projeto do então prefeito Jânio:

Jânio Quadros. No seu retorno à cena política como prefeito de São Paulo, em 1986, após ausência de mais de 20 anos, Jânio também escolheu Niemeyer para desenvolver imenso projeto de reurbanização às margens do rio Tietê, ao longo de 18 quilômetros.
PROJETO 86, de abril de 1986, tratou do assunto na reportagem “Contratação de Niemeyer abre polêmica e divide arquitetos”. Na Carta do Editor daquela edição, Vicente Wissenbach comentou a contratação do arquiteto e a considerou, antes de tudo, um golpe publicitário do prefeito Jânio Quadros. E previu seu destino: “O trabalho realizado pela equipe de Niemeyer irá para as já lotadas mapotecas da prefeitura”.
Discutia-se se o arquiteto deveria ou não aceitar a encomenda e se estava correto contratá-lo. Ele aceitou, e até uma nota de apoio a sua iniciativa, assinada pelo PCB, foi publicada na imprensa – Niemeyer contava na empreitada com uma equipe de arquitetos atuantes em São Paulo, entre eles Ruy Ohtake e Júlio Katinsky.
Na época, a revista colheu do arquiteto e professor da FAU/USP Benedito Lima de Toledo a seguinte avaliação: “O projeto, em sua essência, não difere muito da idéia de Paulo Maluf de fazer uma nova capital. A prefeitura não tem recursos sequer para indenizar o que já desapropriou em outras regiões”.
Muitos anos depois, a polêmica mudou de local, mas o personagem Niemeyer continua no centro dela. O arquiteto Sylvio de Podestá , por exemplo, escreveu uma carta aberta ao arquiteto em que, em determinado trecho, alertava-o sobre o que considera um risco: “(…) incomoda o fenômeno que, de uns tempos para cá, vem se repetindo em todo o país: prefeitos, governadores, secretários de Cultura e até amigos que se utilizam de seu nome para aparecer na mídia nacional e, pior, para avalizar suas ações e seus governos – muitas vezes medíocres, ou medrosos, ou simplesmente indefensáveis”.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 28 Dezembro de 2003