REFLEXÕES DO CURSINI

Como os faraós eram embalsamados?

Em primeiro lugar, cérebro, intestinos e outros órgãos vitais eram retirados. Nessas cavidades, colocavam-se resinas aromáticas e perfumes. Depois, os cortes eram fechados. Mergulhava-se, então, o cadáver num tanque com nitrato de potássio (salitre) para que a umidade do corpo fosse absorvida. Ele permanecia ali por setenta dias. Após esse período, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, com centenas de metros, embebida em betume, uma substância pastosa. Só aí o morto ia para a tumba. Esse processo conservava o cadáver praticamente intacto por séculos. A múmia do faraó Ramsés II, que reinou no Egito entre 1304 e 1237 a.C., foi encontrada em 1881 apenas com a pele ressecada. Os cabelos e os dentes continuavam perfeitos.Livro dos CuriososE nas escolas de hoje tem aluno que não sabe quem foi Pedro Álvares Cabral – ele não é mal educado – apenas falta a educação escolar – se continuar assim, imaginem quando ele tiver os seus 20 anos!!!Postado por PERSPECTIVAS! Leia – Aprenda – Compreenda – Ensine e Crie

MEMÓRIAS DO ALTO DO PARI

São Pedro era o dia mais aguardado pela meninada da Vilinha, no Alto do Pari. Primeiro porque significava o último dia de aulas do primeiro semestre, ou seja, as férias começavam em grande estilo – com a maior das festas juninas. Maior, não porque Pedro merecesse mais que João ou Antônio, mas porque toda a lenha pra fogueira que se juntava, todo o arsenal de bombinhas, rojões, trepa-moleques, vulcões, estrelinhas, biribinhas, morteiros, balões, barbantinhos e tudo o que fosse usado pra fazer barulho, brilhos, luzes e fedor eram gastos neste dia. Depois não teria mais graça. A não ser em ano de Copa do Mundo, como foi a gloriosa campanha do Brasil na Suécia, em 1958. Lembro direitinho. Tinha até balão feito de jornal.

Mas toda a festança que havia em São Pedro era apenas uma amostra da amizade e solidariedade entre a vizinhança que morava na Vilinha – um cortiço na Rua Estiva -, com casas muito modestas, formando uma ferradura, em volta do sobradão, que por sua vez fora dividido em várias pequenas moradias. Outrora a casa grande pertencera ao patriarca da família Christofaro. Com sua morte, e depois da viúva, os filhos do casal construíram casas de dois cômodos para alugar a quem quisesse. Tinha quarto tão pequeno que “para espreguiçar precisava abrir a janela”. Quatro privadas escuras e dois chuveiros frios eram comuns a todas as famílias. As casas tinham água encanada, mas não coleta de esgotos. Usavam um balde embaixo da pia. Quando o balde enchia, o conteúdo era jogado no terreiro. O tanque também era comum e não havia cobertura contra a chuva para quem lavasse roupas. Apesar da insalubridade e da falta de conforto, até onde era possível, a população da Vilinha era saudável e feliz.

Nossa Vila era um pequeno retrato da transformação pela qual passava São Paulo naquela década de 50 – cidade que abrigava migrantes de tudo quanto fosse canto do país e do mundo. Moravam ali: árabes, alemães, espanhóis, italianos – fugidos dos conflitos na Europa -, e ainda: nordestinos – assim como meu pai -, e gente do interior de São Paulo – minha mãe. Conviviam Ella, Ade, Helmut, Zafir, Charif, Canaã, Eduarte, Monteiro, Wakers, Mosconi, Sanchez, Mustafá, Quebrete, Cassiano Alves, Silva, Nunes… Havia do negro mais retinto à ariana mais clara. A Antropofagia, revelada pelos modernistas na Semana de Arte de 22, acontecia ali, para quem quisesse ver, transformando tudo em cultura brasileira.

Embora as origens e os motivos das migrações fossem as mais diversas, todos na Vila tinham uma coisa em comum: eram pobres como ratos. Havia operários, funcionários públicos, empregadas domésticas, manicures, garçons, torneiros-mecânicos, bicheiros, jogadores de baralho, gente sem qualquer especialização e, sem dúvida, também desocupados. E como eram pobres, eram unidos. Assim, naquela pequena Torre de Babel – de cerca de 60 a 70 pessoas -, conviviam as raças, os sotaques e as culinárias mais diferentes.

Uma das coisas que faziam com que todos participassem de um único cardápio, tradicional, era a comilança da véspera de São Pedro. A criançada, animada para fazer a festa, ia de casa em casa perguntar o que cada família iria preparar para a grande noite, além dos doces-de-venda (paçoquinha, pé-de-moleque, doce de abóbora, de batata doce e maria-mole), as mulheres preparavam bolo de fubá, enroladinho de goiaba, queijadinha, canjica, arroz-doce, pipoca, quentão, cachorro-quente, tortas salgadas, cuscuz, sanduíche de carne-louca – esse era sempre minha mãe quem fazia.

A Vila ficava toda enfeitada, o mastro com os três santos, pau-de-sebo, bandeirinhas, balões chineses, foco de luzes enjambrados para fora das casas, bancos, cadeiras tudo isso ao redor de uma grande montanha de troncos, galhos, tábuas (sobras de construção), tacos de assoalho, tocos, toquinhos, cavacos e móveis velhos, armados no centro do terreiro… Tudo o que havia de madeira que pudesse ser queimada, era.

São Paulo ainda não tinha as campanhas aconselhando a não soltar balões. Durante o dia já se via muitos deles. Também fazíamos os nossos. À noite, a quantidade de balões disputava com a de estrelas. Perdíamos a conta. De vez em quando um deles caia perto da Vila. Quem sabe o que é correr atrás de balão conhece. Todo mundo vai atrás. No meio daquela correria, até cachorro acompanha o dono. Era a maior folia! E para puxar o balão para si cada um empunhava um pedaço de pau. Não raro era rasgado. Atiravam paus, pedras de um lado para outro. Numa noite um balão resolveu cair bem em cima do murão, que dividia os territórios separando duas turmas rivais no Pari. Na hora do “É meu! É meu!”, “Rasga! Rasga!” Cheguei a ver um cachorro pequinês voando, sendo atirado do nosso lado para o outro – como um míssil terra-ar -, para dentro do balão, que caiu do lado de lá, com tocha acesa, ganidos e tudo. Na volta para suas fogueiras se ouviam sempre relatos épicos – “Nossa turma foi mais valente. Demos mais paulada que eles.” E vem daí a célebre frase – “Rasguei a boca do balão…”.

Não havia Dia de São Pedro sem reza. Uma imagem de Nossa Senhora ia de casa em casa onde homens, mulheres e crianças acompanhavam o Terço. A dona Maria recebeu o Terço em sua casa. Ela morava no porão do sobrado. Lá pelo meio da ladainha, todo mundo concentrado na reza, a dona Maria deu um baita tapa na parede para matar um pernilongo, assustando a todo mundo. E falou, olhando para a mão com a mancha de sangue – “esse é dos pretos”. Riso geral! Já ninguém sabia em que parte da reza tinha parado.

A festa ia até a madrugada. Na medida em que a fogueira diminuía, os bancos e cadeiras iam se aproximando do braseiro. A partir dessa hora, além de pular a fogueira a gente assava milho verde e batata doce. As batatas se misturavam com os tocos queimados. Vira e mexe alguém tentava abrir um carvão de madeira, pensando tratar-se de batata doce. Principalmente os que exageravam no quentão.

Em volta do fogo se contava tudo quanto é história. As que mais me interessavam eram as “histórias de medo”, que a crendice e a superstição alimentavam. Tinha aquela do “filho que bateu na mãe e quando morreu o braço agressor não baixava, impedindo de fechar o caixão. Uma surra de vara de marmelo virgem fez o braço do defunto abaixar”. Ou do ladrão de sepulturas, que “entrou no cemitério numa noite chuvosa, foi bater uma estaca na terra que cobria o túmulo e, sem perceber, com a estaca prendeu a própria capa de chuva. Tentou levantar, não conseguiu. Aterrorizado, teve um piripaque e morreu ali mesmo”. Para mim estas histórias eram assustadoras, mas irresistíveis. Com medo, e com frio, eu tirava os pés do chão, punha em cima da cadeira e ficava agarrado ao braço da minha mãe. Chegava a dormir naquela posição, ouvindo ao longe aquele vozerio de vários sotaques misturando realidade com lendas e fantasias.

O local da fogueira ficava quente até o dia seguinte. Como junho é mês gelado, eu gostava de ficar ali. Lembro que cheguei a dormir no quentinho daquela terra.

Bate uma saudade..

História contada pelo meu amigo desde os 13 anos de idade e que hoje é um grande profissional da comunicação em Santa Catarina, o Ricardo Eduarte .
Um dos amigos que compartilhei várias histórias, de paqueras, futebol, bailinhos
e muita conversa, muito bate-papo descontraído, com gargalhadas, muitas vezes varando as madrugadas parienses com a turma do Pif. Tenham certeza que nós temos muitas histórias para contar, não percam !

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli SakumotoFrases que vovó dizia :

– Não há mal que dure a vida toda.

– Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

– Não se cospe em prato que se comeu.

– Amor só de mãe .

– Tudo passa . Até uva passa.

– Nada como um dia após o outro.

– Amanhã vai ser um novo dia .

– Nada como um novo amor, para esquecer um grande amor.

– Selar um compromisso com o fio de um bigode.

– Se fazer de morto para…****** pim pim!

Como vovó dizia: quem não tem colírio usa óculos escuro!

Nada com nada!
Ou tudo com tudo?
Sei lá !

A TAÇA DO MUNDO É NOSSA !

QUANDO A TAÇA DO MUNDO , PASSOU A SER NOSSA !

Daqui mais alguns meses , querendo Deus essa pandemia vai passar e o tema será a Copa do Mundo, aproveitando essa febre que contagia o Brasil, em especial a cada quatro anos, vamos falar de HISTÓRIAS DO PARI, que eu ouvi, que eu vi e que eu vivi.

Acompanho futebol desde que me conheço por gente, influenciado pela minha família, pelos amiguinhos de infância e porque era o assunto predileto à noite na venda do meu pai. Então , vinha o Juths , craque da Portuguesa após o treino vinha bater papo e tomar um aperitivinho na venda. O ex- goleiro do S. Paulo, o grande gaucho Mário vinha tomar um vinhinho à tarde antes de ir para casa. O eterno massagista do Corinthians Oscar Davidson enquanto esperava o onibus Engenheiro Trindade, vinha falar sobre futebol. O grande craque do passado do Palestra Itália Lara e o seu filho o craque internacional  Larinha,eram fregueses da venda. O meu pai havia jogado em vários times da várzea pari-canindense e

vários jogadores colegas seus iam lá , falar sobre o jogo de domingo passado e sobre as brigas do domingo passado.

Enfim, eu lá quietinho, só ouvindo e só arquivando, para dali há cinquenta anos, sessenta e sabe-se lá quantos anos mal sabia, estar contando para você, meu amigo, minha amiga,numa máquina de escrever , com uma tela na frente, com som e que você pode falar com e ver  qualquer pessoa , em qualquer canto da Terra.

Desde a minha mais tenra idade, escutava os lamentos do pessoal , sobre a perda da  Copa de 50, que estava tudo preparado, mesas das casas com comida em algumas ruas, seria aquela festa e nada. Alguns falavam sobre a eliminação na Copa de 38 para a Itália, quando houve pela primeira vez na história do rádio, um jogo transmitido de tão longa distância, 2 a 1, segundo gol de penalti cometido por Domingos da Guia, sem bola, teria havido ou não? o locutor Gagliano Neto falou que sim , porisso chamaram-no de italiano nato e nunca mais irradiou. Por que Leonidas não jogou, contundido? seria contusão mesmo? mas dois dias depois ele jogou na decisão do 3o.lugar e fez até gol. O craque Luizinho que jogou com Leonidas no S. Paulo e estava nessa seleção, sempre  pôs em dúvida essa contusão. Tudo polêmico e o complexo de inferioridade que tomava conta dos brasileiros no futebol, que mais tarde foi batizado pelo Nelson Rodrigues como a síndrome de vira-lata. Na Copa de 54 fomos eliminados pela Super Hungria, eu ouvi esse jogo na casa do meu avô materno, era um domingo na hora do almoço, todos lá na maior torcida . O locutor dizia que estávamos sendo roubados, que o juiz era um comunista safado , pois a Hungria era um país da ” cortina de ferro”. Um dos meus tios esbravejava ao final da partida contra o árbitro e o outro que ainda era criança falava que era bem-feito pois o técnico não escalou o corinthiano Baltazar naquela partida.

Veio a Copa de 58, o descrédito tomava conta da torcida brasileira, os palpites apontavam vários campeões, menos o Brasil. Mas os canarinhos foram avançando e eu ouvindo pelo rádio e era um tal de 3a 0,2 a 0, 5 a 2, até que chegou a Finalíssima contra os donos da casa , os suecos.

Lá estava eu com meus 9 anos , ao lado do meu pai, na venda . A venda estava fechada , pois era um domingo, apenas uma porta entreaberta. Sai o gol dos gringos e eu levo um susto com o meu pai dando um murro no balcão de mármore e soltando um pouco costumeiro palavrão o  ” P. Q. P.!”.

Mas , logo depois veio o empate e a clássica goleada , 5 a 2 ! pronto , todos os tabus , recalques futebolísticos tinham sido arrancados do peito de cada brasileiro. Fogos , sirenes de fábricas, gente pulando nas ruas, se abraçando. O sr. Desidério , fregues da venda , pediu um litro de conhaque ao meu pai , falou para marcar na caderneta de fiado e a todos que passavam ele servia um golinho , foi aquela alegria, até que passou um mal humorado e não aceitou e ainda de maneira ríspida. Pronto, seu Desidério atirou o litro no meio da rua e xingou o transeunte, o clima esquentou , mas a turma do deixa-disso interviu aos gritos de Brasil, Brasil ! e a briga acabou no nascedouro.

As outras conquistas foram comemoradas , mas no Pari a euforia não foi tão grande como a de 1958. Só a de 70, que foi televisionada ao vivo é que foi uma empolgação total com carros buzinando e fogos , muitos fogos. O saudoso Nardinho, encheu o caminhão de crianças vizinhas e saiu fazendo a maior folia por aí. Até o nosso amigo que numa das histórias passadas houvera profetizado a debacle dos canarinhos , xingado tanto o Brito na saída do Morumbi, que o Brito o perseguiu nas ruas. Sim até o meu amigo saiu pulando e gritando:” eu falei, eu falei , que o Brasil seria Tri, eu falei, a taça do mundo é nossa , com o brasileiro não há quem possa !” relembrando a música da conquista de 58.

Era uma época que havia uma maior identificação com a seleção brasileira, em que os jogadores não eram apenas mercenários, que víamos eles darem o sangue , que o scratch canarinho era tido como a pátria de chuteiras, segundo Nelson Rodrigues. Mas, apesar de criticarmos como sempre as convocações, na hora H, torcemos pela nossa seleção, somando aqueles milhões em ação, como dizia Miguel Gustavo . Ainda mais nós , parienses, que temos a alegria de sermos vizinhos da irmã de um Bi-Campeão Mundial , 58/62, o Djalma Santos e que é a nosso ver o símbolo maior da garra e da categoria de um verdadeiro Campeão , o símbolo da garra ,da simplicidade dos grandes, o símbolo do pariense em geral.

Jayme Ramos

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli SakumotoEu sou católica.
Mas aprendi a respeitar todas as crenças e religiões.
Não me importa se a pessoa tem uma religião ou uma crença .
Não me importa se ela vai a missa ou ao culto.
Não me incomoda se ela vai ao centro espírita.
O que me diz respeito são as ações .
Os princípios.
O respeito ao próximo .
As atitudes do dia a dia.
A certeza de que não fez e não desejou o mal ao próximo.
E acreditar que por caminhos e opções diferentes, podemos chegar bem perto de uma força maior.
Eu chamo essa força maior de Deus.
Meu Pai, todo poderoso!

” Todos os caminhos levam ao Senhor ”

” Deus é fiel ”

Amém !

FESTAS JUNINAS DO PARI ANTIGO

FESTAS JUNINAS

Há poucos dias divulguei um conto que recebi do Ricardo , de Joinville ( SC ) , falando com grande sensibilidade sobre a Festa de São Pedro que havia nos anos 50 no Alto do Pari.

O Pari durante o mês de junho era uma festa só. Várias famílias faziam fogueiras nas ruas, depois proibidas pelo Corpo de Bombeiros. Na nossa porta no dia de Santo Antonio , fazíamos uma fogueira e a garotada se divertia. No dia de S. João , perto de casa havia uma família de italianos,

que fazia outra fogueira e no dia S. Pedro, em frente a nossa casa o sr. Pedro fazia outra .Isso num quarteirão da rua Rio Bonito. Nas outras ruas não era diferente, as mães com as cadeiras nas calçadas, as crianças saltitantes e felizes, com pouco a gente era feliz e sabia.Os clubes faziam festas juninas, sendo a do Estrela do Pari uma das melhores, tanto pelo ambiente familiar quanto pela alegria e pela fartura de petiscos e doces. Na rua Paganini os moradores se uniam e como a rua era de terra , faziam enormes fogueiras. Mesas de salgados e doces, a rua enfeitada com bambus e bandeirinhas.

Havia um clube social de nome Castor  , pelos lados da rua Imbauba, que fazia festas sensacionais com casamento caipira onde os noivos eram transportados por carroças enfeitadas e tudo. Os colégios faziam festas juninas com as tradicionais quadrilhas.

As quermesses promovidas pela Paróquia de Santo Antonio continuam firmes até hoje, cada vez,

com um número maior de frequentadores. Na rua Miller existia uma antiga capela de S. João Batista que até poucos anos comemorava a data do seu padroeiro , hoje não existe mais a festa , pois o forte comércio local acabou com tudo, não tem mais moradores, nem a capela.

Na Avenida Dr. Carlos de Campos está lá há décadas a Capela de S. Pedro , a grande Quermesse que havia hoje se limita a duas ou três barracas.

Em meados dos anos 50 , instalou-se no Canindé a Associação Portuguesa de Desportos e trouxe consigo as famosas Festas Juninas, com grande empolgação e brilhantismo. Queima de fogos de artifícios, conjuntos folclóricos, bandas animando os arrasta-pés, barracas com jogos , traziam milhares de frequentadores, a maioria da colônia lusa.

As saudosas fogueiras não existem mais, como dizia o poeta, só dentro do meu coração.

Além das fogueiras proibidas pelas autoridades, a população do bairro diminuiu sensivelmente, portanto não temos quem as promova, pois não temos em grande nível o espírito de vizinhança que havia naquela época. A maior parte dos novos moradores , não tem nenhuma raiz nem com o Pari e nem com os costumes brasileiros, tratando -se muitas vezes de imigrantes clandestinos, que não fazem questão de se revelar a não ser entre eles mesmos.Quem não deixa a tradição se acabar são as escolas que continuam a promover as tradicionais festas com quadrilhas, correio elegante  ,etc. A pandemia bloqueou tudo , vamos ver como será a vida após o Covid , se teremos as Festas Juninas, Carnaval ,etc.etc., esperamos com Fé em Deus que sim .

Jayme Ramos

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli Sakumoto

NÃO ASSISTIA NOVELA.
POR INCOMPATIBILIDADE DE HORÁRIO E TOTAL FALTA DE COSTUME.
SEMPRE FUI A CHATA QUE OUVINDO COMENTÁRIOS DOS CAPÍTULOS FINAIS, FICAVA PERGUNTANDO QUEM ERA QUEM.
POR QUE QUEM ESTAVA COM QUEM.
QUANDO QUEM FEZ O QUÊ PARA QUEM…
SITUAÇÃO CHATA DEMAIS .
RESOLVI ACABAR COM ISSO E ASSISTIR!
NO COMEÇO ACHEI A HISTÓRIA BOA.
A IMAGEM BONITA.
OS PERSONAGENS INTERESSANTES.
AS TIRADAS ENGRAÇADAS.
A PROBLEMÁTICA FAMILIAR PERTO DO REAL.
MAS ME CANSEI!
CANSEI DAS TRAIÇÕES .
CANSEI DO ROMANCE PALHAÇO.
CANSEI DA FAMÍLIA DE FACHADA.
CANSEI DE MAMY E PAPY PODEROSOS.
CANSEI DE FANTASMAS E MALDADES.
CANSEI DE ACHAR QUE O PAI NÃO É PAI.
QUE O AVÔ É PAI SEM QUE O NETO SEJA FILHO.
CANSEI DE VIRGINDADE INCOMODA.
NAMORO EM CONSULTÓRIO . CASAIS TROCADOS .
AGENDAS CANCELADAS.
BONDADE EXCESSIVA.
CANSEI DE TUDO!
ESSA SERÁ COM CERTEZA MINHA ÚLTIMA NOVELA.
A ARTE IMITA A VIDA?
QUASE SEMPRE…
MAS ESTOU PREFERINDO O MEU CONTROLE REMOTO.BJS

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

  1. SUELI SAKUMOTO Adoro gato preto.
    Passo debaixo de escada.
    Não bato na madeira trez vezes.
    Não tenho grandes medos.Tenho temores.
    Uso de precaução …
    Desvio de pessoas invejosas.
    Me afasto dos desonestos.
    Evito os irresponsáveis.
    Repugno os mentirosos.
    Ignoro os bajuladores .Gosto de pessoas com ação.
    Opinião .
    Determinação.
    Sinceridade.
    Honestidade .
    Vontade!São pessoas assim que me ajudam a crescer…
    Captam minha intenção de fala .
    Debatem meus posicionamentos .
    Criticam meus erros.
    Elogiam meus acertos!Estão ao meu lado.
    Compartilhando.
    Ensinando.
    Colaborando.
    Fazendo.Deus as conserve assim e me faça merecedora dessa graça !
    Agora e sempre.
    Amém !bjs

O AMOR É LINDO

OTTO E SUA LINDA ESPOSA JOVEM

Desde jovem, Sílvia Lindaura uma linda moça, que realçava suas belas formas com vestidos e decotes audaciosos, a todos os homens deixava com os queixos caídos. Com cerca de 19 anos foi trabalhar na empresa do alemão Otto.
Otto era um homem triste, os filhos moravam na Alemanha, a esposa Berta Marta, uma mulher brava e constantemente adoentada . Quando Lindaura ingressou na firma de Otto, parece que a alegria de viver voltou para o alemão, apesar dos trinta anos de diferença de idade entre ambos.
Ele a cubria de presentes e o amor que antes parecia impossível , floresceu no coração do teutônico empresário. Com o tempo , Otto não escondia de ninguém a sua paixão pela linda brasileira. Ambos desfilavam de mãos dadas por toda a parte.
Lá na Alemanha os filhos já sabiam , só não sabia a esposa, que não saía de casa , devido a problemas de saúde , agravados com os seus 150 kg distribuídos por 1,55 m. o que dificultava a sua locomoção. Quando ela descobriu , por intermédio de Gilda Helena, uma faxineira da firma que há décadas havia sido amante do Otto e que agora era empregada da casa dos alemães, apesar da sua idade avançada ,foi uma grande briga. Gilda Helena , cega de ciúmes fez toda a intriga, pintando com cores mais fortes o caso entre Otto e Lindaura.
Otto já previra essa situação e mais do que depressa, usou o plano B, para realçar que não havia o citado romance para sua esposa. Zizola, era um malandro que vivia de pequenos biscates, ganhava um dinheirinho extra em bailes da saudade como dançarino de aluguel, um folgado conhecido por todos no bairro. Pasmem, Otto arranjou um casamento de Zizola com Lindaura, pagou tudo , desde o vestido de noiva até a excelente festa e para provar para sua esposa que nada havia, tipo “onde já se viu vocês caluniarem a moça, que até casada já é…”
Apesar do “casamento” Otto frequentava a casa dos dois pombinhos com assiduidade, pois ele era o provedor , ainda mais que o recém-casado morava num quarto dos fundos, havia sido apenas uma encenação aquele casamento.
Menos de um ano após o falso casório, a germânica morre, envenenada com as fofocas de Gilda, que continuaram. Após a Missa de sétimo dia, Otto acaba com o casamento de Zizola com Lindaura e quatro meses depois Otto e Lindaura passaram a viver juntos e assim estão até hoje e apesar da diferença de idade, a bela Lindaura com seus 49 fogosos anos e Otto com seus 79 dispostos anos, ambos vivem felizes. Querem entender a aventura do ser humano? nem queiram , eu pelo menos já desisti e vou , como diz o Zeca, deixando a vida me me levar…

Jayme Antonio Ramos

O INESQUECÍVEL “NHOLA”

NHOLA, O MALANDRO

Havia lá pelos anos 60, 70 e 80 no Pari, vários bons de lábia, autênticos vigaristas,
sempre em busca de alguma vantagem em tudo, cerrrto ?
Seguidor da filosofia da anti-violência, da paz e da política da boa vizinhança, auxiliava deficientes a atravessar as ruas , dava esmolas gordas a quem as solicitava, nos períodos de vacas gordas, pagava rodadas de bebidas e petiscos a amigos e frequentadores dos bares do Pari.
Seu casamento durou apenas dois meses, pois contava à sua noiva sobre os seus bens,
heranças prestes a serem recebidas do exterior, primos assessores de sultões, reis,
dinheiro que estava para sair de desapropriações, enfim mil miragens. Quando a verdade veio a tona, sua esposa desquitou-se imediatamente.
Cunhado convicto, cansou de lesar a irmã Fabíola e consequentemente o cunhado o próspero industrial Heriberto, que jurava nunca mais falar com ele.Mas, Nhola, não guardava rancor, após ser xingado , pego pelo colarinho depois de mais um golpe, deixava a poeira sentar. Levava os dois sobrinhos que o adoravam ao circo, tirava fotos com o macaco , com o elefante, levava aos parques, aos cinemas, brincar nos shoppings, sem conhecimento da irmã e do cunhado pois combinava tudo com a sua mãe, a mãe, sempre elas, paciente, Da. Elpídia. Na hora de levar as crianças para casa , Nhola fazia questão dele mesmo levar, com brilho nos olhos os pimpolhos relatavam tudo que tinham visto num domingo divertido. Claro , levava flores mimosas para a irmã, que adorava recebe-las e alguma lembrança , uma camisa autografada , uma flâmula, um livro sobre o São Paulo, de quem Heriberto era fanático torcedor. Claro, quebrado o gelo , Nhola já havia passado na pizzaria e dava a sua contribuição para o lanche de domingo à noite.
Dinheiro? ah, como já disse o poeta, dinheiro não é problema é solução! cheques sem fundo , dinheiro obtido com pequenos golpes amenizando a bronca da irmã e do cunhado.
Em 1976, organizou no Pari, uma caravana monstro ao Maracanã na célebre Invasão Corinthiana. Vários onibus com torcedores empolgados, ajudaram o Corinthians naquela célebre vitória frente a máquina do Flu. Meses depois organizou uma outra caravana, recebeu o dinheiro de todos e na hora de embarcarem , onde estão os ônibus? nada, ficou com o dinheiro e não houve caravana.
Vendeu um volante da Loto, como se fora premiado a um bilheteiro incauto, que ao chegar no prédio do Largo da Concórdia para receber o dinheiro, quase foi preso por fraude, pois o volante ainda não havia corrido.
Ao Mário , então dono do bar Pif-Paf, pediu em prantos dinheiro para fazer o enterro do pai, um engôdo, meses depois esqueceu-se, falha imperdoável para um malandro, foi pedir de novo ao Mário, com o mesmo motivo. Recusado o pedido, com as devidas explicações, ele afirmou que na verdade quem havia morrido era o seu padrinho , considerado por ele como um segundo pai e conseguiu um novo empréstimo.
Levou um seu amigo , ingênuo, o Inocêncio a uma boate de terceira categoria no centro, comeram , beberam, deram e levaram beijinhos das moças, na hora de pagar a metade conforme o combinado, disse que ia ao banheiro e deixou a despesa com o seu “amigo”, ameaçado pelos leões de chácara do estabelecimento. Dois anos depois de relações cortadas, Nhola, procurou seu amigo e em nome da velha amizade pediu perdão e em sinal de verdadeira amizade , convidou o amigo a comemorarem o reatamento na mesma boate. Lançou a rede e Inocêncio pensou que era chegada a hora do troco.
Lá estavam os dois bebericando, beliscando petiscos e bumbuns, aquela alegria, quando Inocêncio disse que devido à cerveja e tal, iria ao banheiro. Caiu na rede é peixe, pensou Nhola, Inocêncio fugiu , Nhola não se abalou chegou ao gerente da boate e disse que havia sido convidado para vir à boate, que comentou que não tinha dinheiro e o Inocêncio falou que bancava a despesa e que ele havia sido vítima de um golpe traiçoeiro. Diante da cara de poucos amigos do gerente, acostumado a houver muitas histórias iguais a essa e com os seguranças já arregaçando as mangas para agredi-lo, Nhola falou que sabia onde o safado morava e que os levaria até lá, era perto, no Canindé e tal. Finalizando, pegou um taxi , levou à casa do inocente Inocêncio, que para que não houvesse escândalo em plena 3 hs da madrugada de um dia de semana, pagou a despesa , o taxi de ida e volta do pessoal e ainda foi chamado de caloteiro por Nhola .
Observador , como todo bom golpista, atento ao movimento de tudo e de todos , percebeu que um hotel do Canindé, de madrugada , o porteiro, atendia a portaria, fazia os lanches , servia aos quartos e observou que o liquidificador e a máquina de fazer suco eram barulhentas, não se fez de rogado, como estava duríssimo e jamais aceitou das inúmeras mulheres com quem saía um centavo sequer, ficou pronto juntamente com a sua companheira de alcova de plantão , pediu um suco e uma vitamina, na hora que o porteiro ligou as geringonças na cozinha que ficava nos fundos do hotel ele saiu de fininho sem fazer nenhum barulho e quando o porteiro dirigiu-se ao quarto e após cansar-se de bater na porta experimentou virar a maçaneta e viu embasbacado e boquiaberto que havia sido vítima de um golpe que ele, com 30 anos de porteiro de hotéis, jamais vira.
Enfim Nhola, morreu com apenas 40 anos , vitimado por um derrame cerebral fulminante e no velório ninguém acreditava que ele havia morrido, pensaram que de repente ele iria levantar, que era mais um golpe dele. Parece que ele sabia que viveria pouco e queria que todos colaborassem de forma escusa até, da sua caminhada alegre por este mundo .
Alternava momentos de solidariedade, de caridade, de altruísmo , com momentos de um verdadeiro jogador de damas,jogo no qual era exímio , armando verdadeira ciladas, a vida para ele era um autêntico jogo . Um desses momentos de ajuda , de colaboração, tivemos o Livro de Ouro do Pedaço da Alegria F. S., que ele correu pelo Pari, conseguindo polpudas ofertas e não desviou um centavo, entregando Livro e dinheiro à Diretoria do clube e mandou conferir , tudo isso com toda a pompa e circunstância num horário nobre do Pif-Paf. Os que duvidaram que ele traria dinheiro e assinaturas, ficaram pasmos e ele todo vitorioso, clamava aos quatro ventos o seu lema de honestidade : ” O que é certo, é certo “.

Jayme Antonio Ramos

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli Sakumoto

NÃO SEI DE ONDE VEM A FORÇA QUE ME MOVE.AS VEZES ACHO QUE VEM DA NATUREZA.
DA CHUVA
DO SOL.
DA ÁGUA DO MAR.OUTRAS VEZES , PENSO QUE VEM DA FAMÍLIA.
DOS PRESENTES.
DOS AUSENTES EM CORPO.
MAS PRESENTES EM ALMA.VENHA DE ONDE VIER.
COM A INTENSIDADE QUE
TIVER.
EU SEI QUE É DIVINA.APARECE NA HORA CERTA.
ACALMANDO MEU CORAÇÃO.
ALIVIANDO AS INCERTEZAS DA MINHA VIDA.TRAZIDA POR DEUS.
TODO PODEROSO.
MEU DEUS!
NOSSO DEUS!
PAI DE TODOS!QUE ELE ALIVIE AS HORAS INCERTAS DE NOSSAS VIDAS !
SEMPRE!AMÉM !

SURPRESA !!!

O Mundo é pequeno !

Dois amigos do bairro, que frequentaram os mesmo lugares desde criança. Não eram amigos do peito como se dizia, mas se encontravam no curso primário, nos jogos de futebol de rua, nos bailinhos da vida, nos bailes de formatura, nos carnavais e festas juninas da Portuguesa, enfim dois parienses nascidos no início dos anos 60 , como tantos outros. Um era o Aurélio o outro Laurindo. Os anos se passaram rapidamente, o contato diminuiu quando ambos quando se casaram e mudaram para outros bairros, como acontece
com os jovens do Pari, desde o início dos anos 70, devido a Lei do Zoneamento que engessa o progresso do bairro e não permite a construção de prédios mais modernos, só permite prédios para fins comerciais.
Claro que sob qualquer pretexto eles visitavam o bairro , Aurélio engenheiro de uma grande construtora e elemento de confiança e Laurindo com a sua empáfia e fama de valentão, com seus carrões zero, roupas de grife, etc, dizia que possuía uma empresa de segurança para pessoas aquinhoadas pela grana alta.
As pagelas da folhinha iam caindo, os anos voando e um dia, lá estava Aurélio fazendo o pagamento ao pessoal de uma obra na zona Sul, elemento de confiança da construtora que era, quando irrompem três elementos fortemente armados gritando ferozmente que era um assalto, mãos prá cabeça, etc. quando de repente um fica pasmo olhando para o outro,sim isso mesmo, Laurindo era o chefe dos bandidos e agora? Laurindo baixou a arma , assim como os seus dois comparsas e saindo de fininho , dizia vocês não estão sendo assaltados? então foi um alarme falso que recebi ? puxa, falô , tchau , onde será que foi a comunicação de assalto que a empresa recebeu?
Ninguém entendeu nada, os funcionários, Aurélio ficou pasmo , só recobrando os sentidos plenos quando um dos funcionários da obra com a mão estendida para pegar o pagamento , falava” seu Aurélio, agora é a minha vez,né?” sim, sim,sim é a sua vez,confere e assina.
Este fato aconteceu há mais de trinta anos e algumas pessoas ficaram sabendo só agora, Aurélio guardou para si, pois nem ele achava que era verdade,achava que havia sido um pesadelo.
É como dizia o velho “seu” André, pai dos irmãos Duca, Carlito e Ovídio , entre uma pitada no cachimbo de barro e outra, sentado num caixote na venda do meu pai, onde estimado por todos batia um papo alegre e gostoso dando verdadeiras lições de vida: ” quem vê cara, num vê coração,he,he,he…” e soltava uma gostosa gargalhada.

Jayme Antonio Ramos

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli Sakumoto

EXISTE PESSOA ESTRANHA…
RECLAMA DE TUDO.
NADA ESTÁ BOM.
BRAVEJA .
TEM MANIA DE PERSEGUIÇÃO.
NÃO APRENDE COM OS PRÓPRIOS ERROS.
INSISTE E OS REPETE.
ORGULHOSAMENTE!
APRESENTA ARGUMENTOS POLÍTICOS INSUSTENTAVEIS .
PRAGUEJA !
DESEJA O MAL AO PRÓXIMO.EU OLHO PARA A PESSOA .
VEJO RUGAS PRECOCES.
ANDAR INSEGURO.
GESTOS IMPRECISOS .
APARÊNCIA CONTRASTANDO COM A IDADE.
FICO TRISTE…
SE DIZ ATEU…REZO POR ESSA PESSOA DE POUCA FÉ .DEUS, ILUMINA SUA MENTE!
CLAREIA SUA ALMA!
ALIVIA SUA DOR!
FAÇA – A AMAR O PRÓXIMO!
DÁ – LHE VIDA!
AMEM !BOA NOITE, PESSOAS DO BEM!

L’AMOUR , TOUJOUR L’AMOUR !

L´amour, toujor l´amour !
Há muitos anos , quando a violência não era como hoje, alguns lugares ermos do bairro,
eram verdadeiros drive-ins a céu aberto. Atrás da fábrica Bela Vista, a av. Bom Jardim
quando não havia ligação com a rua Araguaia, a Alexandrino Pedroso, a curva do s atrás do
parquinho Cásper Líbero, enfim ,serviam aos casais mais afobadinhos, que não queriam usufruir
das dependências dos vários HOs da João Teodoro ou dos vários drive-ins da Marginal, com
a tranquilidade das ruas sem movimento nenhum, e aí víamos os carros com bancos reclináveis
e vidros embaçados pelo excessivo “calor humano”.
Vez ou outra, quando o exagero e/ou ousadia dos pombinhos imperava, as rádios-patrulhas por lá baixavam, provocando um verdadeiro corre-corre, carros arrancando cantando pneus, gritos, buzinadas, enfim um pega na geral .
Numa dessas incursões, os frequentadores de um carro nada perceberam e continuaram
no idílio, eram dois descendentes de Adão, o Ludegero e o Sófocles, este muito conhecido no bairro. Foram levados à delegacia, para serem enquadrados na forma da Lei. Vitorio Emanuelle que havia ido à delegacia , prestar queixa acerca do roubo do seu veículo, reconheceu o Sófocles e correu à casa dele avisar o seu pai o sr. Nicola Bonilha, conhecido por suas bravatas e atos de loucura.
Sr. Bonilha quando chegou às dependências policiais se deparou com uma ocorrência gigante, roubo a um carro-forte, com os ladrões sendo presos, gente ferida, um verdadeiro auê. Sr. Bonilha falava alto, vociferava , reclamava da demora, que ele queria libertar o filho logo e o delegado dando atenção à ocorrência mais importante.
O pai do Sófocles foi ficando nervoso ,começou a sentir o seu coração palpitar cada vez mais forte, quando numa de suas famosas tiradas, pois não citei , suas tiradas e sua presença de espírito eram uma marca registrada sua, irrompe na sala do delegado gritando:” Doutor, dar é crime? não? então , desculpe , solta logo o meu filho e depois o sr. faz a ocorrência desses assaltantes fracassados, poxa!”
Todo mundo gargalhou desde o delegado até os assaltantes do carro-forte, a delegacia virou uma bagunça geral , ao que a autoridade policial imediatamente exclamou , morrendo de rir: ” solta logo, solta logo , eu não aguento mais isso daqui”
Bonilha levou o filho embora, ralhando com ele e falando que perdeu o capítulo da novela
na melhor parte , por causa dele.

Jayme Antonio Ramos

FOTOS DO BIGO

grafites da cruz do sul

 
Uma chuvinha , do pára-brisa do carro abre universo de cores,vc vive como deseja,eu vejo o mundo assim 🙏🏻Paz e amor na terra prometida 🤙🏻🎞📸 Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo Av Cruzeiro do Sul – SP #iphone8plus #fotografos_brasileiros #mobile_click #urban #streetphotography #fotografia #mobile_click #mobilephotography #mobilephoto #foto #streetphotography #shotoniphone #apple

Foto do Waldir Ferreira Bigo.