SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli SakumotoÉ fácil dizer nunca !

Nunca vou deixar.

Nunca vou fazer.

Nunca vou repetir.

Nunca vou perder.

Nunca vou esperar.

Nunca vou ofender.

Nunca vou romper.

Nunca vou responder.

Nunca vou escrever.

Nunca vou vingar.

Nunca vou telefonar.

Nunca vou xingar.

Nunca vou esquecer.

Prefiro nunca dizer “nunca “.

Prefiro nunca dizer “sempre”.

Prefiro o tempo.

Ele sabe do “nunca “e do
” sempre “.

O tempo é soberano !

Melhor assim!

CRIMES INSOLÚVEIS

CRIMES INSOLÚVEIS NO PARI

O Pari sempre foi um bairro pacato e familiar. Todos lembramos das brincadeiras de rua,

com as senhoras sentadas com as cadeiras nas calçadas, os bares das esquinas lotados de

jovens e senhores batendo papo.

Alguns chegavam até a bater uma bola nas ruas de pouco trânsito do então bairro doce de São Paulo.

A 12a. Delegacia situada na época na Itaqui com Quixelos e posteriormente na Rio Bonito onde está até hoje, limitava-se a atender briguinhas, um ou outro meliante portando pequena quantidade de narcóticos, como dizia o noticiário policial de então. Sempre ocorrências menores. Porisso, quando havia algum  homicídio, raríssimo naqueles anos , o povo pariense se aterrorizava.

Aproveitando que o noticiário policial toma conta das manchetes da mídia, falaremos de dois assassinatos de parienses, insolúveis até hoje.

Maria Luiza era uma jovem e bela professora, querida por todos, uma amiga, filha e irmã exemplar. Lecionava num colégio da Moóca e professora querida que era, andava da escola até o ponto do  onibus que a levava ao Pari, acompanhada por vários alunos e alunas, sempre alegres e felizes com as respectivas companhias.

Uma noite, Maria Luiza não daria a última aula conforme a grade da escola daquele dia.Naquele dia , Maria Luiza subia aquela rua sòzinha,  num trecho que não possuía iluminação.

Ninguem soube como aconteceu e o fato terrível só foi percebido pelos alunos que após o término da última aula, por lá passavam e viram o corpo da estimadíssima mestra estendido , já sem vida no chão e com uma faca enterrada em suas costas. Foi um desespero, logo a notícia chegou ao Pari e a tristeza  tomou conta do bairro, deixando a todos com uma grande dor.Ao  seu enterro acorreram centenas de pessoas amigas e até com pouca amizade, numa solidariedade própria do pariense .

Esse crime ocorreu em meados da década de 60 e após longas e infrutíferas diligências e interrogatórios não se descobriu quem matou a Maria Luíza.

O outro crime , mais recente, foi o da cantora lírica e professora de canto, violão, piano e dança,

a inesquecível Norma Cresto em sua própria casa na Rio Bonito. Dona de uma cultura musical sem igual, possuindo um círculo amplo de amizades, Norma foi assassinada e até hoje, passados vários anos o homicídio não foi solucionado. Várias hipóteses foram levantadas, desde as mais

absurdas até algumas possíveis, porém, nenhuma resistiu às análises científicas e técnicas das autoridades policiais.

Foram momentos de grande choque e indignação por parte da população, principalmente das

pessoas que privavam das boas amizades destas duas pessoas de grande gabarito e moral, que

eram as professoras Maria Luiza e Norma e cujas vidas foram ceifadas pelas mãos de bárbaros e covardes criminosos , interrompendo uma sequência de amor, sucesso e êxito em suas carreiras.

São atos que os parienses jamais esquecerão e que até hoje cobram das pessoas encarregadas, justiça, que apesar de tardia , deverá ser feita.

JAYME RAMOS

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli SakumotoDesde pequena tenho os meus bichinhos.

Ora caninos , ora felinos.
Também peixes, periquiitos , canário e até coelho!

Nos últimos anos tive a lhasa Guelcy .
Ninguém se aproximava de mim impune…

Ganhava mordidinhas no tornozelo!

Depois que a Guelcy partiu, fui conquistada pela Toy Lorelay .
Minha fiel amiga dos últimos 10 anos!

Amiga de muitas lambidas ! Inúmeros pulinhos !

Por perto, os gatinhos : Miguel , Nina e as “meninas” !
Ainda sem nome!

Sempre no meu coração :

Jamile : a poodle educadissima !

Sofia , a labrador estabanadinha !

Lisa : a mestica do olhar carente !

Tem mais : os cachorros das sobrinhas !
Tomy , Judy , Niño, Chiquinho…

Hoje a Nina me deixou angustiada!

Fiquei como um cãozinho perdido, sem rumo, com fome e com sede !

Ôh Nina!
Não faz isso !
Nunca mais!
Te amo!

Em tempo , antes que pensem eu digo:

” Amo gente !
Crianças também !
Não confundo caninos e felinhos , com pessoas ! ”

Só faltava isso , né ?

Bom dia!

O PRIMEIRO SAPATO

O primeiro sapato
Até os 13 anos eu andei descalço. A palma do meu pé era tão grossa que funcionava como sola e isolante térmico. Não havia frio que me segurasse em casa. Podia pisar em cimento frio, areia da praia, água, caco de telha, mijo de cavalo, brita, pedra, o diabo!… Se fosse com o calcanhar então, apagava até bituca de cigarro sem danos. A única exceção naquele período foi quando em 1956, aos sete anos, minha mãe me matriculou no Grupo Escolar Orestes Guimarães – esquina da Hannemann com a Vauthier. Só se podia entrar na escola de sapato. Meu pai comprou um par, com costura em cima, tipo colegial, marrom. Que número eu poderia calçar naquele tempo? Não mais que 30 ou 31… Ainda é um mistério pra mim que, mesmo em fase de crescimento, com um único par eu tenha frequentado do primeiro ao quarto ano. Acho difícil que isso tenha acontecido.
No entanto, a única lembrança que tenho até hoje era daquele par, usado só para ir à escola. Quando chegava em casa era um alívio. Ficava com os sapatos que Deus me deu: meus próprios pés, descalços, esparramados, sem arreio nem sela. Verdadeiro pégaso voando baixo pelas vielas do Pari, salvando gente em perigo, saltando vales e montanhas. Até corrida com cachorro eu disputava. Camisa só com o botão do colarinho abotoado, e os braços fora das mangas. Essa era a capa de um improvável Super-Homem, a muito custo levantada pelo vento, na corrida contra um vira-lata da vizinhança, no Caminho Velho do Pari. Por pura dó de mim – agora percebo –, o sábio vira-lata deixou que eu ganhasse algumas vezes.
Mas criança é arteira em qualquer lugar. Não é que, sem respeitar a importância burocrática daqueles benditos sapatos, no caminho da escola eu chutava porta, pedra, lata de lixo, caixa de sorvete vazia… Tudo o que podia ser chutado neste mundo era. Até bunda dos amigos… Também aprendi com os outros que batendo o pé na borda da tampinha de cerveja dá pra jogar ela pra cima, matar no peito e marcar gol de voleio. Fiquei animado com esta descoberta. Descalço não dá pra levantar tampinha. Tudo isso provocou um desgaste no sapato do pé direito. Chegou a rasgar o bico! O porteiro da escola me deu um ultimato, que contei em casa: no dia seguinte eu não poderia entrar na escola daquele jeito.
Meu pai, preocupado, foi para o trabalho com o sapato avariado no bolso. No caminho ele haveria de achar um sapateiro que pudesse consertar a tempo de eu assistir às aulas no dia seguinte. Mas como poderia não dar tempo, minha mãe e eu urdimos um plano diabólico: caso ele não chegasse até meia hora antes, poríamos esparadrapo no dedão do pé, em cima de alguma mancha vermelha de Merthiolate ou mercúrio. Eu fingiria estar mancando. Assim, mesmo acidentado, heroicamente, eu poderia assistir aula. Seria um exemplo de determinação para os fracos, imaginei.
Dito e feito. Ele não chegou e já era hora de sair. Caminhei os seis ou sete quarteirões que separavam a Rua Estiva da escola, andando rápido pela Av. Vautier. Plano calculado, plano cumprido, perto do Orestes comecei a mancar, pisando só com o calcanhar. Já no meio de curiosos que me rodeavam e ouviam alguma mentira que eu contava sobre o que tinha acontecido, de repente, aproximou-se e parou bem na frente ao portão da escola o Bonde 49 – Linha Canindé. Dele desceu meu pai, com o sapato consertado na mão. Não teve dúvidas. Na frente dos meus colegas pegou meu pé, arrancou o curativo e calçou-me o sapato, sem meia nenhuma, porque eu não usava. Maior vergonha! Eu tinha sido desmascarado em público pelo meu próprio pai. Senti um calor subir pelo rosto. Gargalhada geral. No fim até eu ri de mim mesmo. A história virou piada na escola por toda a semana.Mais uma bela história , que o Profissional de Relações Públicas Ricardo Eduarte, escreveu para o site ” São Paulo, minha cidade” e amigavelmente manda para o nosso blog.São histórias de um tempo difícil , de muita luta  e que forjou  gerações de homens e mulheres, de brio, de raça, de fibra.

ROSEIRA, O DONO DA ÁREA !

R O S E I R A , O DONO DA ÁREA  !!!

Roseira é tambem o nome de um rapaz do bairro. Sim, nome, porque ninguem sabe o seu verdadeiro nome civil e de tanto o chamarem por esse apelido, praticamente  o rapaz in –

corporou o cognome. Quando pré -adolescente tinha acnes no rosto e como a molecada

não perdoa nada , nasceu o Roseira.

Rapaz esforçado, honesto, trabalhador, um verdadeiro cara-família, como diz a lingua –

gem popular. Aliado à essas virtudes é um emérito contador de histórias. Eu, ouvinte de

casos como sabem os leitores deste nosso blog, quando encontro com ele as ouço com a máxima  atenção e com  a licença do nosso contador de hoje, irei contá-las aos poucos.

Pena, que devido ao corre-corre desta São Paulo maluca, poucas vezes batemos papo.

Porém quando conversamos são horas a fio , principalmente ouvindo as suas narrativas.

Roseira conta que ele é o maior goleador do C. A. Flor do Brás de toda a longa história do

negro-esmeraldino. Os demais presentes nos bate-papos, principalmente os mais idosos ,

lembram dele jogando no Flôr. Alto, esguio, bola na área era com ele mesmo , era só cen-

trar e correr para o abraço.

Porém , um dia aconteceu algo estranho, encontrou com um rapaz que há muito não via, o

Luvanor , acompanhado de um colega de trabalho. Após as apresentações de praxe, Luvanor

falava para o seu amigo das virtudes do Roseira, não só pessoais, como de dançarino nos

bailes do Silva Telles, Casa do Minho, etc.

Depois começou a falar sobre o craque que o nosso herói de hoje havia sido , craque

disciplinado , pontual , não arranjava brigas, mas tambem não fugia do pau. O Roseira

foi inchando, inchando , parecia mais um ramalhete e não uma simples roseira.

Lembra daquele jogo contra o time tal e aquele outro lá em Lausane Paulista e aquele na Vila Maria? incrível, o Luvanor, não deixava o herói falar, ele só balançava a cabeça que sim.

Porém, ai porém, numa altura da conversa, Luvanor disparou, lembra daquele penalti que você defendeu no Festival do Estrela?

Pronto, o Roseira murchou, ele não era e nunca foi goleiro e sim centro-avante, goleador , o maior da história do Flor do Brás. Roseira baixou a cabeça, pediu licença pois tinha um compromisso e foi embora, pensando consigo mesmo , o Luvanor me confundiu com outra pessoa e se sentiu o maior dos injustiçados da várzea pariense. Logo ele , que havia feito gols

memoráveis, que deram títulos e taças aos times que envergou a camisa, principalmente o Flor, o Casemiro de Abreu e o Corinthinha do Brás. Gols de peixinho, de bicicleta , de voleio, faltas no ângulo, lá onde a coruja faz o ninho, gols de calcanhar, até de bico. Tudo isso não reconhecido pelo Luvanor que o confundiu com o seu maior adversário, o goleiro, aquele que nada constrói, só estraga prazeres, o anti-climax, poxa !

Logo o Luvanor , um cabeça de bagre, grosso, ruim de bola, que só jogou naquele time lá da várzea do Canindé, porque a irmã dele era noiva do dono do time.

Roseira, não tem problema, todos que o viram ou que escutaram falar, sabem do seu valor e jamais o confundirão com um simples goleiro, porque sabem que você era o gigante da área, o matador e isso que interessa, o reconhecimento de nós , torcedores, jogadores, sejamos aliados ou adversários.

JAYME ANTONIO RAMOS

O QUADRO DA FALECIDA

quadro

O               QUADRO                 DA       FALECIDA

Aristodemo Elpídio Bonelli, com dois eles, que ele fazia questão de frisar.

Um eterno apaixonado, mas apaixonado pelo passado, já havia se tornado uma idola-

tria, eterno apaixonado pela Anunziatta, sua esposa, um detalhe importante,  já falecida há décadas. Quando eu disse idolatria, era o termo exato pelo culto da Falecida, sim com f maiúsculo. Já se tornara um nome próprio, pois quando ele se referia a Anunziatta, ele solenemente, tirava o chapéu, que protegia a calvície da garoa paulistana, exclamando: ”  A Falecida ! ”

Na principal parede da sala, acima do sofá, lá estava na parede, o grande retrato da Falecida, embaixo do quadro uma prateleirinha, com um vaso de cristal, sempre com flores frescas, flores as mais lindas.

Um outro detalhe importante , Ari, como era conhecido, era casado sim e o casal se dava muito bem. A nova esposa, Marina Antonia, fora incumbida quando se casou com Ari de inúmeras tarefas, inclusive segundo ele, de cuidar das flores. Nos dias de muito calor, bastava uma flor ficar meio murcha, Ari gritava para a esposa atual vir cuidar : ” Mari,  cuida das flores, uma delas está meio murcha! “

Todos achavam estranha aquela situação, até os filhos do casal Ari e Anunzia criticavam e achavam esquisito  o comportamento da Mari, com toda a paciência que Deus lhe deu.

O casal veio morar no Pari , segundo eles, proveniente do Butantã.

Um dia, sempre tem esse dia, um carteiro foi transferido da região do Butantã para o Pari e foi aquela festa, pediram para entrar, tomar um cafezinho com bolachas, etc.

O casal se dava muito bem com toda a vizinhança, era um casal maravilhoso diziam todos, sempre solícitos. Porém, China, o carteiro espalhou um fato que deixou todos boquiabertos.

Mari era irmã da Anunziatta e tinha às escondidas um caso antigo com o cunhado,  o Ari, oh !

Sim , agora tem mais, disse China a todos da rua, uma tarde , Anunziatta veio mais cedo do trabalho, pediu para a chefe liberá-la mais cedo, pois estava com uma enxaqueca tremenda.

Quando ela chega em casa, vê na sua cama , o marido aposentado, o Ari, com a Mari,sua irmã em colóquio amoroso . Foi um grito lancinante, que toda a vizinhança ouviu , seguido de uma forte dor de cabeça e um infarto fulminante, seguido de morte.  Os dois procuraram dar um abafa no caso, mas como dizia o saudoso cronista social, em sociedade tudo se sabe.

Os dois conseguiram abafar parcialmente, porem passados alguns meses, os dois voltaram ao romance e resolveram mudar para um bairro bem distante, onde com certeza não conheceriam ninguém.

Mudaram para o Pari, não sem antes, ou por remorso, ou sei lá o que, resolveram se penitenciar

perante a falecida com um quadro em lugar de grande destaque da casa.

Ninguém sabia do caso no Pari e o fofoqueiro  espalhou a notícia.

A notícia caiu como uma bomba e nunca  ousaram perguntar ao casal da veracidade da notícia.

Até hoje , os mais antigos quando se referem a este caso ainda mostram incredulidade e fazem a clássica pergunta: ” SERÁ ?  ”

Obs. o quadro é de Maguetas, do site quadro com molduras.

Jayme Ramos

SUELI SAKUMOTO E SEU BELO TEXTO

Sueli SakumotoEu tento entender alguns fatos …Jornais e revistas fazem denúncias diárias e todos se espantam e se revoltam, com atos incorretos , praticados por pessoas que possuem vida pública .

No dia a dia, chama a minha atenção , na mesma proporção e intensidade , os atos não corretos , praticados por cidadãos comuns.

Travam batalhas no trânsito.
Ingerem bebida alcoólica ao volante.
Ignoram idosos e gestantes nos transportes coletivos.
Praticam violência doméstica.

Estimulam os seus filhos a desafiar os professores.
Não se comprometem com o trabalho.
Gostam de levar vantagem em tudo.
Apresentam comportamento preconceituoso.

Ignoram o sentido de
propriedade alheia.
Intimidam pela força física .
Compram produtos roubados.
Traficam .

Usam da dissimulacão.
E mentem !
Fazem da mentira sua ferramenta na vida.

Enganam seus colegas, seus amigos, seus familiares , seus iguais…
São tão convincentes na mentira que quase a transforma em realidade…

Eu aprendi desde pequena, alguns valores.
Em casa , no meu lar.
Valores…

Algo considerado por muitos, arcaico , fora de moda .
Mesmo assim , não abro mão .
Sou uma criatura assumidamente ” fora de moda “.

Hoje eu vou plagiar o post diário do meu amigo Jayme Ramos :

“Por um Brasil melhor!”

Eu apenas acrescento :

” … e com pessoas melhores ! ”

Amém !

PROPAGANDA E MEMÓRIA

O site www.seculovinte.com.br respeita e defende as obrigações e prerrogativas da Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que trata de direitos de autor e de patrimônio sobre obras intelectuais. A Lei determina que esses direitos são extensivos ao cônjuge, filhos e netos de quem criou ou possua o direito patrimonial sobre as obras.

Embora o site adote a postura de respeito à Lei e tenha feito extensas pesquisas para localizá-los, ainda não conseguiu encontrar o fio da meada que leve a muitos dos proprietários de anúncios de propagandas, especialmente os da primeira metade do século vinte. Esta dificuldade é agravada porque em boa parte os anúncios são anônimos, ou seja, não trazem os nomes dos autores ou das agências que os produziu, ou pseudônimos, que são apelidos que alguém usa para assinar seus trabalhos (veja mais abaixo parte do texto legal).

Há um duplo prejuízo nestes casos. O primeiro é dos titulares dos direitos, que passam a não ter resultado financeiro com a eventual comercialização das obras. O segundo é da sociedade, porque na medida em que os criadores não são conhecidos e os herdeiros não são localizados, não se aproveitam fontes de informação que poderiam permitir uma melhor análise de sua vida e de suas obras como é o desejo do http://www.seculovinte.com.br. Alguns dos que conseguimos localizar terão seus trabalhos bem apreciados por este site, exemplos de K.listo, Bastos Tigre, Voltolino e Jon Whitcomb. Ensaios sobre eles estão sendo preparados e serão oportunamente exibidos.

Destaques da Lei 9610

“Art. 22. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.”

“Art. 28. Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária, artística ou científica.
“Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
I – a reprodução parcial ou integral;
II – a edição;”

“Art. 40. Tratando-se de obra anônima ou pseudônima, caberá a quem publicá-la o exercício dos direitos patrimoniais do autor.
Parágrafo único. O autor que se der a conhecer assumirá o exercício dos direitos patrimoniais, ressalvados os direitos adquiridos por terceiros.
Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1º de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.”

“Art. 43. Será de setenta anos o prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre as obras anônimas ou pseudônimas, contado de 1º de janeiro do ano imediatamente posterior ao da primeira publicação.
Parágrafo único. Aplicar-se-á o disposto no art. 41 e seu parágrafo único, sempre que o autor se der a conhecer antes do termo do prazo previsto no caput deste artigo.”

“Art. 45. Além das obras em relação às quais decorreu o prazo de proteção aos direitos patrimoniais, pertencem ao domínio público:
I – as de autores falecidos que não tenham deixado sucessores;
II – as de autor desconhecidos, ressalvada a proteção legal aos conhecimentos étnicos e tradicionais.”

“Art. 49. Os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiros, por ele ou por seus sucessores, a título universal ou singular, pessoalmente ou por meio de representantes com poderes especiais, por meio de licenciamento, concessão, cessão ou por outros meios admitidos em Direito,…”

Acesse http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L9610.htm para o texto integral da Lei.

A internet pode ajudar
Talvez não haja meio mais eficiente para tentar encontrar essas pessoas do que a internet. A própria divulgação das imagens neste site é uma forma de facilitar este trabalho. A exposição dos anúncios será por longo tempo, ficará no ar 24 horas por dia e terá abrangência nacional.

No sentido de abreviar soluções, pedimos aos titulares dos direitos aqui citados, que ainda não tenhamos tido acesso, a gentileza de entrar em contato com o site através do Fale conosco. Igualmente convidamos aos que possam ajudar a encontrá-los a usar o mesmo canal.

Transcrevo acima um trecho da Legislação sobre Direito Autoral do site http://www.seculovinte.com.br     . Tudo isso porque hoje e em outras edições do nosso blog :

historiasdopari.wordpress.com    ,estaremos transcrevendo trechos da história da propaganda no Brasil. E esse exaustivo e caprichado trabalho está no site seculovinte.com.br  do profissional de

Relações Públicas  pariense Ricardo Eduarte. Uma pesquisa dificultada muitas vezes pelo mau  esta-

do de conservação do material, pois conforme realça o Ricardo, a memória e por extensão

tudo que se refere a cultura, sempre é relegado a segundo plano neste país.

Vamos aos reclames, propagandas e anúncios, muitos dos quais fazem parte da nossa história:Guaraná Brahma, bebida indispensável em qualquer festinha de criança. Em algumas

festas as garrafas eram enfeitadas e faziam parte até da decoração da mesa , ao lado do bolo de aniversário. Esta propaganda é de 1959 e foi transcrita da revista Cinelândia, importante publicação de grande tiragem, sobre, como diz o nome, tudo sobre atores, atrizes, filmes

do cinema mundial. Quando criança adorava esta revista . Gostava de ver as informações sobre

a sétima arte e sempre que ia a casa da minha avó Deolinda, a lia , pois o meu tio Agostinho , não perdia um número.

Como diz o Ricardo, em seu site, a propaganda está colada na nossa memória, principalmente

em quem como eu , que cresci ouvindo rádio e me enlevava com as músicas, programas de terror, comédias , musicais, noticiários, jogos de futebol, etc..