Pari e suas histórias – Parte CX

Por algumas vezes no período do regime militar aconteceram prisões no Pari.

Um dos presos políticos foi trocado por um embaixador sequestrado por militantes de esquerda e se exilou na Argélia.

Outras prisões houveram, porém não foram de meu conhecimento. Um estudante foi morto na rua João Boemer, na verdade ele foi atropelado ao fugir do carro de presos ( como se isso fosse possível ), pelo menos essa foi a versão oficial. Porém a versão dos companheiros do estudante é que ele foi morto no cárcere , transportado até a João Boemer e lá jogado.

Bem , de um lado e do outro várias versões .

Numa dessas prisões no bairro, um vizinho de nome ( fictício ) José Joviniano deblaterava aos quatro ventos  ” que vergonha ! manchou o nome da família e da nossa rua ! que lástima ! ” .

Os anos se passaram, esse tal de Joviniano tornou-se um alcólatra, um verdadeiro vagabundo , que vive às expensas dos filhos e da sua paciente e santa esposa.

A família é sócia de um dos clubes de campo que circundam a capital, pois bem, de tanto arranjar encrencas, de tanto dar verdadeiros shows , dado ao seu constante estado de visível embriaguez, todos fogem dele, até a família , ou seja se envergonham dele.

Na vizinhança já arrumou encrencas homéricas , tudo isso fruto da bebedeira .

Porisso sempre que acusarmos alguem , devemos refletir, pois a mesma medida que usarmos para julgar o nosso próximo , será usada na nossa vez, isso é bíblico. Esta história é mais uma das muitas que nos enviou o nosso amigo Robertinho .

Futebol no Pari

Casemiro de Abreu F. C. existiu por vários anos. Uma equipe lutadora , vibrante.

Campo da Juta Santana ( Rua Miller, entre o Largo da Concórdia e a Cons. Belizário ), 1938. Meu pai,sr. Jayme é o segundo da direita para a esquerda, em pé.

Pariense famoso

Hoje vamos falar de um pariense muito famoso , um artista , que há décadas leva o som a várias cidades do Brasil , integrante da banda Pholhas. Trata-se do Wagner Tadeu Benatti, o famoso Bitão, apelido que leva desde a infância por ser um fã dos Beatles. Ao mesmo tempo que falamos do Bitão , falaremos de um conjunto que fez sucesso e  que além do Wagner, teve vários membros do Pari, trata-se dos Megatons.  Extraímos uma matéria do site Rock Paulista e vamos transcreve-la , para homenagearmos o Bitão.

MEGATONS


Grupo paulista formado no início dos anos 60. Gravaram um disco instrumental, em 1964, como era moda na época, que em nada os diferenciava dessa grande maioria de bandas que também gravavam músicas instrumentais (apesar de usarem técnicas avançadas, como uma guitarra de 12 cordas, que pouquíssimas bandas da época usavam). Em 1966, entra Wagner Benatti na banda, quando então a banda resolve incluir vocais no seu som, fazendo uma brilhante fusão de Jovem Guarda com Beatles e Byrds. Sua formação passa a ser Wagner Benatti (guitarra/vocal), Joe Primo Moreschi (ex-Jet Blacks, baixo/vocal), Renato (guitarra), Luiz Moreschi (guitarra de 12), e Edgar (bateria). Posteriormente, Renato deixa a banda e entra em seu lugar o Sodinha (Antonio Carlos Cortez). Wagner Benatti foi autor do sucesso “O Tijolinho”, clássico da Jovem Guarda gravado por Bobby de Carlo. O grupo, inclusive, acompanhou Bobby, em 1967, na gravação do LP do cantor. A banda gravou três compactos: o primeiro com as músicas “Meu Machucadinho” e “Nelma”, ambas de autoria de Wagner e Primo; o segundo com as músicas “Cuidado” (Marcos Roberto/Dori Edson) e “Só Penso em Meu Bem” (Henrique Adriani); e o último com as músicas “Tarzan” (Wagner/Primo) e “Viajando” (Wagner-Sodinha). No mesmo ano em que gravaram com Bobby de Carlo, apareceram no programa “Quadrado e Redondo”, da recém inaugurada Rede Bandeirantes, com apresentação de Serginho Galvão e Débora Duarte, mostrando-se prontos para lançar um LP inteiro com músicas inéditas. No entanto, isso nunca se concretizou, pois a banda se separou logo em seguida. Após o fim da banda, Wagner Benatti seguiu firme na música, integrando os Pholhas nos anos 70 e o Coke-Luxe, nos anos 80 (banda de rock-a-billy liderada por Eddy Teddy).

 

As ruas do bairro

RODOVALHO DA FONSECA (RUA)
Denominada pelo Ato nº 1071 de 25 de abril de 1936 Antonio Rodovalho da Fonseca faleceu deixando testamento em Jundiaí, em 1667. Era casado com Felipa de Barros, de tradicional família paulistana. Filho deste Antonio Rodovalho da Fonseca é outro de igual nome, que aparece como um dos primeiros povoadores paulistas das regiões das minas gerais, na zona de Furquim. Foi o primeiro explorador de ouro no Ribeirão do Bom Sucesso.

Rua Rodovalho da Fonseca é onde fica uma das entradas da Igreja de Santa Rita de Cássia. Guardo boas lembranças dessa rua , pois tinha parentes que moravam lá e quando criança minha mãe nos levava, eu e meus irmãos a visita-los.

A rua era bem diferente e tinha várias residências bem vistosas.

OITENTA MIL VISITAS !!

Sem nenhuma pretensão , a não ser falar do Pari, claro , sempre bem ,  algumas vezes uma crítica aqui ou ali, mas sempre no intuito de melhorar o nosso querido rincão, o nosso blog hoje atinge a marca das oitenta mil visualizações ,a mais precisamente a esta hora em que escrevo 23.04 hs. horário de verão, 80.012 .

O históriasdopari.wordpress.com  foi criado em 28/11/2009 , numa idéia de familiares próximos . Com o passar dos meses e graças ao apoio de amigos , de entidades, as visitas foram aumentando cada vez mais, dando a todos um grande incentivo e redobrando a vontade de bem servir aos parienses.

O nosso blog tem com isso a responsabilidade aumentada pois não é fácil fazer parte desse grupo de blogs, sites e comunidades do orkut, facebook, que engrandecem o nome do Pari.

Quero portanto parabenizar a todos que participam desta nossa atividade, pela grande marca alcançada em pouco mais de dois anos de atividades.

Viva o nosso blog ! Viva o Pari ! Viva os parienses !

Uma família pariense visitando o Museu do Ipiranga na década de 50

Carnaval boliviano no Canindé

Praça Kantuta comemora o carnaval boliviano em São Paulo

Por: Angelina Miranda – São Paulo 20 de Fevereiro de 2012

 

 

 

Bexigas de água e muita espuma. Esses são itens indispensáveis para comemorar o carnaval boliviano, e na Praça Kantuta, espaço da comunidade em São Paulo não seria diferente. Comidas típicas, danças e muita música embalaram a festa deste domingo (19).

 

Do começo da Rua Pedro Vicente que dá acesso à Praça, dava pra ver a animação de milhares de pessoas que tiraram o dia para festejar, dançar e celebrar a Virgem de Socavón, padroeira da cidade de Oruro.

 

Na cidade boliviana acontece a maior festa de carnaval do país.  Durante o cortejo muitos fiéis tentavam se aproximar para ver a imagem da santa, que depois foi colocada em um altar improvisado, envolta com flores e colares de papel. O padre argentino Sérgio de Arthur Alvin abençoou a festa fez uma breve cerimônia.

 

Com certo atraso os grupos começaram a se apresentar por volta das 14h, mas o público ávido por ver o espetáculo não se preocupou. Os desfiles dos grupos folclóricos e fraternidades tiveram início na Rua Uruguaiana e percorreram dois quilômetros até o Instituto Técnico FATECO.

 

Corso Infantil (desfile) não aconteceu. Muitas das crianças participantes eram muito pequenas para percorrer todo o trajeto. Foi decidido que as primeiras trinta fantasias mais criativas, ganhariam kits escolares, e assim foi feito, várias crianças foram presenteadas.

 

Com as ruas fechadas para os desfiles, as pessoas se aglomeraram nas grades, “Cheguei antes para pegar meu lugar” disse orgulhosa a boliviana Rosa Mamani, que veio pra festa com seus dois filhos e o esposo.

 

Os brasileiros também estiveram presentes, “Eu já estive aqui algumas vezes, é um dia especial, está tudo muito lindo. Quem tiver curiosidade para conhecer outra cultura, o lugar é aqui” comentou a estudante Suevelin Cíntia.

 

Além dos foliões, quem ficou feliz foram os comerciantes pelas bexigas de água e o temido spray de espuma, ambos vendidos a todo o momento. Crianças e adultos se divertiam com a brincadeira que é tradição na Bolívia.

 

Quem queria ficar mais “seguro” das brincadeiras podia sentar em uma mesa das muitas barracas e degustar a variedade de pratos, assistindo às apresentações.

 

Morenada, caporal, chutas, diablada, tarqueada, moseñada estavam entre as danças apresentadas.

 

Além dos convidados, famílias com camisas personalizadas e grupos de cambas (pessoas da região de Pando, Bení e Santa Cruz na Bolívia)  participaram no final das apresentações, por volta das 18h30.

 

O Corpo de Bombeiros esteve presente preservando a segurança das 30 mil pessoas que passaram pela festa, segundo dados da Associação Gastronômica Cultural Folclórica Boliviana Padre Bento, organizadora do evento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Participação da Prefeitura

 

 

No mandato até março deste ano, Wilson Ferreira presidente da associação, falou ao Bolívia Cultural sobre a importância da participação do Prefeitura em eventos da comunidade “A cada festa mais pessoas participam, temos um grande número de público nas nossas comemorações. Junto com este número precisamos aprimorar nossa estrutura para melhor recebê-los. Sem o apoio de órgãos públicos, fica complicado” desabafou.

 

 

 

Atrações

 

Fraternidad Diablada 10 de Fevereiro com a dança Diablada
Grupo Folclórico Kantuta Bolivia com a dança Caporal
Fraternidad Corazón Huacheño com a dança Tarqueada
Fraternidad Nueva Revelación com a dança Chutas
Fraternidad Cullahuada Esmeraldas del Valle com a dança Morenada
Fraternidad Intocables com a dança Chutas
Fraternidad Juventud Chicheña (residentes potosinos) com a dança Tarqueada
Fraternidad Bolívia Central com a dança chutas
Comparsa Coplas Cochabambinas com a dança Coplas Cochabambinas
Fraternidad Señorial Illimani com a dança chutas
Fraternidad Moseñada (residentes de la provincia Loaiza – Araca) com a dança Moseñada

 
Apoio

 

- Subprefeitura Mooca
- Western Union
- IDT
- ADRB
- Bolívia Cultural

- AeroSur

 

CADES PROMOVE EVENTO

C

O que é CADES:

O CADES-SA - Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da Subprefeitura Moóca, ( a que pertence o Pari ) é um conselho composto por 08 integrantes da sociedade civil e 08 representantes do poder executivo. É voluntário. E, viabiliza através das suas ações, a participação da sociedade civil na elaboração de propostas de políticas públicas voltadas às questões locais afeitas ao meio ambiente, desenvolvimento sustentável e cultura de paz, sempre observando e respeitando os princípios da Agenda 21. Tem caráter participativo e consultivo, estando suas atribuições regulamentadas por lei.

Como instrumento de democracia participativa, o CADES-SA encaminha ações de fomento à cultura e aos ideais de sustentabilidade; apoio a ações públicas ou privadas de conservação do meio ambiente; promoção do desenvolvimento sustentável e cultura de paz; promoção da participação social nas atividades da Subprefeitura Moóca; recepção de propostas; denúncias e críticas relacionadas à proteção do meio ambiente, desenvolvimento sustentável e cultura de paz, encaminhadas por qualquer pessoa ou organização. Responsabiliza-se pelos encaminhamentos e esclarecimentos necessários. Também promove ações conjuntas com outros Conselhos que atuem na região.

O nosso blog recebeu este convite do amigo Wagner Wilson, do blog do Pari.

Pari e suas histórias – Parte CIX

CARNAVAL ERA NO ESTRELA !!!

Hermes Boró, filho de um dos fundadores do Estrela do Pari F. C., era um dos mais animados foliões nos grandiosos bailes carnavalescos estrelanos.

No Pari, o Carnaval antigo se limitava às crianças se fantasiarem e seus pais exibirem orgulhosos nos domingos e terça-feiras gordas os piratas, as odaliscas, as fadas, etc.

Houve na década de 30 , na Praça Padre Bento, desfiles de carros alegóricos, algumas bandas tocando, alto-falantes tocando marchinhas carnavalescas da época. Esse Carnaval era patrocinado por uma loja de tecidos de nome Santo Antonio ( da família Saad) e por uma loja de calçados denominada Términus.

Minha mãe veio assistir acompanhada de primas e outros parentes e ela diz até hoje que era bonito, pena que fizeram poucos anos.

O Brás, bem perto do Pari, ofuscava o nosso Carnaval, com seus corsos, desfiles de sociledades carnavalescas com muito confete, serpentina e o gelado lança-perfume.

Nos tempos de infância e adolescência, as meninas seguravam nas ruas serpentina de um lado e de outro para os raros carros levarem. Os meninos jogavam água e um preparado químico chamado sangue de diabo nos transeuntes e nos passageiros de ônibus. No Pif-Paf nos sábados à tarde durante anos houve guerra, no bom sentido, só entre membros da turma ,de farinha, água, etc.

Mas, o pico mesmo eram os bailes nos clubes, CMTC, Estrela , Independência, Luzitano, Silva Telles. Com a inauguração do Ginásio da Portuguesa e a realização dos bailes de Carnaval antes realizados no centro( Palácio Mauá ) os bailes dos outros clubes foram se acabando.

Pois bem, com o aumento do poder aquisitivo da população e a construção  de ótimas estradas para o litoral, de carro chega-se com relativa facilidade às praias e hoje até o carnaval de clubes na capital foram se  acabando.

O Pari nunca teve carnaval de rua com escolas de samba, ranchos, etc. Existe no bairro  vizinho , o Brás, o Colorado, um time de futebol que virou escola de sanba, que chegou a disputar o grupo principal na passarela do samba, depois foi perdendo o apoio e hoje se não me engano , disputa o Terceiro grupo, lutando com muitas dificuldades e sobrevivendo com a luta de abnegados.

No passado ,quando eu era criança, o Estrela e o Luzitano , nos domingos de carnaval, faziam um jogo de casados contra solteiros, com os jogadores devidamente  fantasiados. Era muito divertido.

Futebol no Pari

Embalado F. S.

EMBALADO F. S.

O Embalado F. S. representava uma firma de embalagens que havia na rua Capitão -Mór Passos. Nesta foto que faz  parte do arquivo do Domingos Curci Sobrinho, destacamos, o Meca, Wantuir, Zé Chocolate e Tiguês. Uma forte equipe do salonismo pariense.

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