DR. DRÁUZIO VARELLA

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Um pariense/brazense do maior valor, sim , foi criado na Henrique Dias, bem na divisa dos

dois bairros. Conheci muito um dos seus primos, que encontrava nas caminhadas pelas ruas do bairro e com

ele batia papo, uma pessoa amável, tranquila e que outrora havia sido mecânico e dos bons

do grande automobilista pariense Camillo Christopharo.

Meu pai tinha amizade com a família do Dr. Dráuzio , pois a minha avó possuía um armazem na João Teodoro esquina com a Barão de Ladário e quando a mãe do Dr. Dráuzio contraiu uma doença grave , apesar de jovem ( doutor era muito criança), meu pai habitual doador de sangue,

doou para a enferma. Infelizmente, dada a gravidade da moléstia, a jovem senhora veio a falecer.

Grande médico, professor, escritor de vários livros, comunicador da TV Globo e da Rádio Bandeirantes, Dr. Dráuzio escreveu um , que retrata a sua infância vivida pelo bairro, intitulado ” Pelas ruas do Brás “.

“Salienta que embora tenha sofrido perdas significativas, como a da mãe, a da avó que o criou, sua infância foi das mais felizes, marcada por peraltices e pela liberdade com que se movimentava pelas ruas do Brás e na própria cidade de São Paulo. Obra para ser lida e relida, como, aliás, todas a desse grande homem e escritor.Veja alguns trechos deste livro que já teve várias edições.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1775076-nas-ruas-br%C3%A1s/#ixzz1LiUA5jE8

Marca pela beleza a narrativa da morte de sua mãe, em sua tenra infância, aos quatro anos: “De repente, o silêncio lá dentro. Sem barulho, cheguei até a porta do quarto e parei atrás de minha irmã. Entrava uma luz cinzenta pela janela. Todos permaneciam imóveis em volta da cama. Debruçada sobre a pilha de travesseiros, minha mãe respirava a intervalos longos. Depois, o braço dela despencou dos travesseiros, a aliança de casamento caiu da mão, correu pelo assoalho e fez três voltas antes de parar”.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1775076-nas-ruas-br%C3%A1s/#ixzz1LiVJyQQj

Autor de Estação Carandiru, Drauzio Varella mostra neste livro que também sabe escrever para crianças. Neto de imigrantes espanhóis e portugueses, ele relembra aqui alguns episódios de sua infância, quando era um menino que brincava e brigava nas ruas do Brás. Um tempo em que os moleques iam pescar no Tietê, levavam bicada de galo, ouviam futebol no rádio e corriam atrás de balão. Um dos episódios que surpreendem o leitor de hoje é a primeira vez que Drauzio foi ao médico, já com seis anos de idade. Saiu de lá com um tratamento de injeções de penicilina, trinta dias de repouso absoluto e uma dieta de tempo de guerra- seis dias sem comer, dos quais os três primeiros sem beber. Apesar das diferenças que marcam as duas épocas, o autor, de certa forma, foi um menino igual aos de agora, pois a maneira como as crianças sentem as alegrias e as tristezas não mudou.

Durante 14 anos, o doutor Drauzio Varella esteve presente no cotidiano do então maior presídio da América Latina, o Carandiru. Suas histórias, de tão fortes e poderosas, renderam o livro Estação Carandiru e um dos filmes de maior sucesso recente do cinema brasileiro: Carandiru. Lá conviveu com milhares de presos. Teve ciência do choque que é um crime oficial quando 111 presos foram mortos em ação da polícia, em 1992. Conheceu o lado humano do mal e o lado cruel do bem. Como ele mesmo costuma dizer, “o Carandiru foi uma grande escola”, onde aprendeu muito e viu coisas inimagináveis.

Foi a época mais arriscada de sua vida? Que nada! Perigoso mesmo era ser criança e atravessar a Rua Júlio Ribeiro, no Brás dos anos 50. O doutor Drauzio, que caminhava com desenvoltura nos corredores sombrios da Detenção, quando morava na Rua Henrique Dias, onde nasceu em 1943, não atravessava a Júlio Ribeiro “nem à força”. Mesmo sendo o caminho da escola. “Eu dava a volta no quarteirão, mas não passava por lá”, lembra o médico, que, na ocasião, estudava no Liceu Acadêmico São Paulo, ali perto. “Havia muitas turmas de garotos naquela época, e a da Rua Júlio Ribeiro era a pior de todas. Cada turma dominava uma rua. Quando se encontravam, era briga na certa. Usavam paus e pedras. Tive de aprender a me defender na rua.”

Mas as ruas do Brás lhe ensinaram mais que o uso do que estivesse à mão para a defesa pessoal. Apesar de ser filho de pai espanhol e mãe paulistana, Drauzio acabou por aprender o idioma italiano na vizinhança, pois o bairro, de característica operária, tinha o predomínio dos imigrantes italianos. Nada como uma educação eclética que só as ruas podem proporcionar. “Eu vivia muito solto, talvez pelo fato de minha mãe ter morrido cedo, quando eu tinha apenas 4 anos. Como meu pai trabalhava, não tinha quem me segurasse em casa.”

Ruas de terra ou paralelepípedos substituíam os gramados nas peladas, outra fonte de rivalidade entre as turmas de rua, em jogos memoráveis valendo flâmulas para as equipes vencedoras, usando o que havia de mais moderno e eficiente em termos de tecnologia de futebol de rua: a bola de meia. De plástico, quando alguém ganhava uma. Apesar de a lembrança de Drauzio ser a de um “bairro cinzento”, sem árvores e de muitas casas de vilas operárias e galpões de fábricas, era possível conviver com a natureza em suas incursões pela cidade, com longas caminhadas pelas margens do Rio Tietê, onde garante que conseguia pescar de vez em quando. “Quando digo isso, tem gente que acha que eu nasci há uns 200 anos. Mas eu ainda peguei um época na qual havia peixes no Tietê.

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Drauzio Varella
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One thought on “DR. DRÁUZIO VARELLA

  1. JOÃO JOSÉ ARAUJO Novembro 9, 2018 / 11:48 am

    Bela matéria, Jayme. Ganhei esse Livro de presente de meu amigo de infância do Brás, Cláudio Choff. Crescemos juntos. Abraço

    Gostar

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