Pari e suas histórias – Parte CLIII

QUE DESGRAÇADO !

Texto de Jayme Antonio Ramos

Vinha andando um dia desses pela Rio Bonito, quando fui interpelado por uma

velha amiga minha, assim como toda sua família. Dizia Olga Rosa , esse é seu nome

fictício, vinha apoplética dizendo que precisava desabafar , pois segundo ela em altos brados dizia, aquele desgraçado do Luiz Vladimir seu eterno namorado ti-

nha outra e ela descobriu só agora. Ela namorava o Luiz  há dez anos. E o pior , dizia ela é uma moça de 18 anos , uma verdadeira baranga.

Eu tentava contornar a situação , pedindo -lhe que se acalmasse, mas qual .

O namoro de Olga e Luiz era deslumbrante , conforme a música era um tal de só vou se você for. Luiz parafraseando Roberto era do tipo que ainda mandava flores, quer dizer braçadas de flores, de ligar de madrugada , quando não estavam juntos , só para dizer que te amo.

Ele ligava para o escritório onde ela trabalhava várias vezes por dia e falava te amo, pegava o carro ia no trabalho dela , mandava chama-la e lhe tascava um beijo cinematográfico. Bem , novamente vamos recorrer à nossa MPB, ou melhor aquele boleirão e assim se passaram dez anos.

Era aquele amor , aquele romantismo que beirava o adjetivo de piegas.

Luiz , numa manhã passou mal, Olga soube e perguntou para a irmã dele que lhe ligara para saber qual o hospital que ele se encontrava e a irmã falou para ela não ir , pois ele não poderia sofrer emoções.

Olga achou estranha aquela atitude da sua ” cunhada “, ficou matutando o dia todo, mas não se conteve, o seu amor deveria estar precisando da presença dela ao menos.

Olga chamou um taxi e lá foi visitar o seu amor, não deveria ter ido ela exclamou, pois quando chegou ao quarto lá estava Júlia Marizilda, uma funcionária de seu namorado, grávida e na beira da cama fazendo cafuné no Luiz.

Dali para a frente o pau comeu , Olga virou a bandeja da janta que o Luiz ia comer, meteu a mão na cara da Júlia, jogou um copo dágua no rosto do seu namorado , foi um verdadeiro barraco.

Luiz tentou argumentar, mas Júlia também gritava , passou mal também e dizia a todos que o filho era do Luiz e ele nervoso  para ela não se enervar pois podeira prejudicar o nosso filho, meu amor, quando ouviu isso a vez de passar mal foi da Olga, enfermeiras não sabiam o que fazer, veio a segurança , o pau comeu na casa de Noca, como dizia aquela antiga música.

No dia seguinte Luiz disse que teria alta do hospital e se ela não iria buscá-lo , como se nada houvesse ocorrido, afinal dez anos são dez anos , dizia Luiz, blá,blá,blá…

Olga ficou ouvindo tudo atentamente e antes de bater o telefone na cara dele , gritou ” seu desgraçado filho… vá para a pqp e vai cuidar daquela baranga .”

Depois desse dia não quis mais ve-lo, estava doído demais aquele momento, mas ela me disse,” aquele desgraçado me trocou por uma baranga, uma tranqueira e se debulhava em lágrimas .”

Um dia depois desse telefonema a primeira pessoa que ela encontrou foi este que vos fala , achei essa história interessante resolvi postá-la.

2 thoughts on “Pari e suas histórias – Parte CLIII

  1. Sueli Sakumoto Maio 26, 2013 / 1:53 am

    Comecei ler e não consegui desviar!
    Muito bom!
    Ande sempre pela Rio Bonito!
    Lendo, me senti nela.
    Saudades do nosso Pari!
    Abraços!

    Gostar

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